domingo, 26 de outubro de 2008

LITERATURA EM FOCO...



Eternidade Literária

Em 2008, Machado de Assis completa centenário de falecimento e reafirma a concepção de imortalidade literária, com uma obra inabalável de leitura obrigatória.


Primeiro Presidente da Academia Brasileira de Letras, escritor notável pela capacidade de abrangência, inteligência inigualável e servidor público atuante. Machado de Assis não fez jus ao possível fracasso previsto por uma infância difícil, de saúde frágil e poucas condições de estudo. Foi o maior autodidata da história, que cresceu empenhado entre leituras e estudos de tudo o que lhe foi acessível. E teve sorte, porque o universo de conhecimento ao seu alcance não foi pequeno e a vontade de alimentar-se de todo ele foi maior ainda.

Foi, a princípio, poeta do Romantismo cujos trabalhos renderam-lhe uma produção mediana, de artesanato poético correto e dentro dos padrões, mas despido de uma originalidade peculiar a nomes como Casimiro de Abreu ou Gonçalves Dias. Por isso, sua poesia é pouco conhecida e até desvalorizada se equiparada aos outros poetas da época e posteriormente colocada lado a lado com o talento de Machado para a prosa. Um de seus primeiros trabalhos publicados foi a poesia “Ela”, no jornal Marmota Fluminense. E o primeiro livro editado também reuniu poesias -“Crisálidas”. Mas somente na prosa, entre contos, crônicas e romances, que Machado projetou-se como grande nome da literatura brasileira não só de sua época, mas de toda a posteridade. “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, romance que inicia o Realismo no Brasil, é considerado seu divisor de águas, pela qualidade literária, maturidade alcançada e a reunião de fortes traços do movimento oposto ao Romantismo. Seus escritos constituem uma obra sólida e universal, analisada e estudada em detalhes por todas as gerações posteriores à sua.

Definir Machado de Assis como o maior gênio da literatura brasileira é um fato incontestável, mas por trás dessa definição há todo um conjunto de motivos que levam a crer na concepção que o considera leitura indispensável. Em tempos de centenário, é inevitável reviver Machado e sua extensa obra, assim como a Academia Brasileira de Letras, com sede no Rio de Janeiro, propõe em seu ciclo de conferências “Machado Vive!”, aberto em abril desse ano e ministrado por imortais da academia. Por todo o país surgem manifestações em torno dos cem anos de falecimento do autor e muito se analisa, discute e comemora em prol de seu legado.

Mas por que seus livros são, ainda hoje, leitura obrigatória a todo estudante sendo que suas análises imprescindíveis estão intrinsecamente relacionadas aos vários campos de estudo, entre eles, filosofia, psicologia, e lógico, língua portuguesa?

A verdade é que 169 anos após seu nascimento e 100 anos após sua morte, seu legado permanece inabalável pela consistência de suas produções. E é sim preciso comentar sobre os aspectos mais relevantes de sua obra que perduram até hoje.

Importante porque construiu um legado único, capaz de ultrapassar caracterizações próprias de uma escola ou outra, Machado é didaticamente enquadrado em duas fases: romântica e realista. Na primeira fase escreve poesias, marcadas pela descrição do desejo pela glória, estilo comum da época, passando ainda por contos e peças sob olhar romântico. Ainda que menos dotado de romantismo que os autores declarados adeptos do movimento, seus primeiros trabalhos são sim parte integrante da escola romântica, mas com uma pitada a menos das características predominantes, como a idealização ou olhar sonhador. Machado diferencia-se, principalmente, por criar personagens femininas menos submissas e mais heroínas, de caráter definido e atitudes crescentes nas narrativas, fato esse que propicia aprofundar parte do contexto da história na concepção psicológica das personagens, permitindo ao leitor passear por seus pensamentos, vontades e desejos.

Aliás, um dos trunfos de Machado de Assis é a constante abertura para que o leitor opine, intrigue-se ou duvide de algo durante a leitura, trazendo-o para dentro da história como um observador que decifra cada linha do texto junto ao decorrer dos fatos. Lacunas são postas entre os acontecimentos, aspecto que casado à narrativa psicológica dos personagens, deixa a quem lê a sensação de participar da história e ser capaz de interpretá-la de modo muito pessoal. Gostar ou não gostar do livro também pode ser definido por esse ponto excepcionalmente machadiano. Uma prova disso é a famosa versão do conto “Missa do Galo” intertextualizado por Lygia Fagundes Telles. Fazendo-se um cotejo entre os dois textos, constata-se que ambos possuem uma relação direta em seus temas, uma vez que Lygia parafraseia Machado de Assis de um modo bastante autêntico. A partir da introspecção, peculiar a autora, a versão século XX do conto machadiano apresenta todo o cenário criado pelo autor e adiciona à história o olhar de um terceiro personagem, narrador, que mescla o enredo original com comentários onipresentes. Além dessa visão, Lygia propõe a continuidade das obras de Machado, já que o autor dá ao leitor a possibilidade que beira a liberdade para comentários que recriem e reformulem seus textos. O que basicamente Lygia faz é recontar a narrativa sob a ótica da multiplicidade característica da obra do autor, o que dá espaço a novas interpretações e adaptações.

Já na fase realista Machado alcança seu melhor momento, publicando o romance “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (1880) que inicia oficialmente o Realismo no Brasil, com a ousada linguagem e apresentação do enredo, narrado pelo próprio defunto, Brás Cubas, quebrando de vez os parâmetros do romantismo. O mesmo livro foi adaptado três vezes para o cinema: 1967, 1985 e em 2001, tendo sido a última a adaptação mais fiel à obra, com Reginaldo Faria interpretando Brás Cubas sob a direção de André Klotzel.

Uma de suas obras mais famosas, escrita durante a fase realista, é o romance “Dom Casmurro”, obra literária brasileira das mais traduzidas para outras línguas cuja história gira em torno de Bentinho e sua narração em primeira pessoa dos fatos que ocorreram em sua vida desde a adolescência, passando pelo início de sua paixão pela vizinha e amiga de infância Capitu, até a velhice solitária. É em “Dom Casmurro” que Machado trava um dos maiores diálogos com o leitor, através da narração permeada pela metalinguagem e o decorrer de fatos sempre sob a vista do protagonista, onde o que há por trás do que Bentinho pode conhecer ou enxergar fica de presente ao leitor como o mais famoso enigma da literatura brasileira: terá Capitu cometido adultério em sua vida conjugal? Bentinho sempre acreditou na traição e Machado nunca revelou a verdade sobre o fato de Ezequiel, suposto filho de Capitu e Bentinho, ser o possível fruto do adultério da esposa com seu amigo Escobar. Assim, resta ao leitor desfrutar do livro e tirar suas próprias conclusões a respeito já que “Dom Casmurro” é uma obra-prima da literatura brasileira com seu enredo envolvente e enigmático.

Por tudo isso, faz-se necessário considerar a existência de uma obra tão forte quanto imortal de alguém que conseguiu eternizar-se por suscitar debates e análises novas a cada dia. Seus escritos constituem uma obra sólida e universal, analisada e estudada em detalhes por todas as gerações posteriores à sua. Assim, entende-se que Machado de Assis é sim um imortal da ABL de obra indiscutivelmente “leitura obrigatória”, mas antes de tudo é eterno pelo que soube deixar de melhor à sociedade.

Talita Guimarães é estudante de Jornalismo da Faculdade São Luís e autora do livro infanto-juvenil Vila Tulipa.

Ensaios da foca...

Debate entre profissionais e estudantes de Jornalismo percorre rumos da comunicação no Maranhão

Três jornalistas atuantes na imprensa maranhense e um delegado de polícia falaram sobre a realidade da mídia no estado, as perspectivas do jornalismo e os desafios que os jornalistas enfrentam diariamente para exercer a profissão com ética e ao mesmo tempo corresponder aos apelos da mídia e da divisão política notória nas redações maranhenses.

Por Talita Guimarães

“A imprensa no Maranhão é sem novidade?”. Com esse questionamento provocador aos jornalistas Gilberto Mineiro, Aquiles Emir e Roberta Gomes e ao delegado Sebastião Uchoa, que Ana Carolina, mediadora da mesa-redonda, iniciou o seminário “A imprensa no Maranhão e no cotidiano da população”, na última quarta-feira (02), às 20h30, na Faculdade São Luís. Com o intuito de discutir os rumos da comunicação no estado, a relação da mídia maranhense com a população e familiarizar estudantes de jornalismo com o exercício da profissão e seus desafios, os palestrantes afirmaram não ser fácil inserir novidades ao cenário da mídia maranhense uma vez que no estado há uma ligação muito forte entre veículos de comunicação e grupos políticos. E além desse fator embarreirar muitos projetos de jornalistas, há ainda o conformismo de alguns profissionais em ao deparar-se com a situação não tentar contorna-la nem sugerir mudanças para a melhoria da produção jornalística local.

Para o jornalista Gilberto Mineiro, que já atuou em assessorias de outros estados brasileiros, na redação de O Estado do Maranhão e atualmente na Rádio Universidade FM, o jornalismo deve “refletir na sociedade intermediando fatos e público de modo a situar o leitor/receptor dos acontecimentos, tornando-o capaz de opinar e gerar conhecimento”. Sobre a provocação do começo do seminário, Mineiro diz-se pessimista em relação à imprensa maranhense, a qual vê “ultrapassada, pobre e sem novidade” e acrescenta ainda que o que falta ao jornalismo do estado, principalmente da capital, é a “permissão” para um jornalismo mais investigativo, que procure a verdade dos fatos ao invés de dar um direcionamento de acordo com as pretensões políticas da linha editorial do jornal. Dessa forma, o jornalista acredita não haver um roteiro ou manual para se fazer uma boa mídia impressa já que no Maranhão é “proibido investigar”. A jovem repórter Roberta Gomes, há três anos na redação de O Estado, concorda com Gilberto Mineiro, mas mostra-se mais otimista em relação ao contorno do quadro de dificuldades impostas dentro das redações ao produzir matérias menos presas a linha editorial do jornal. Para Roberta, o profissional maranhense ainda tem que “quebrar barreiras para a consolidação de um jornalismo mais livre, porque falta sim uma editoria de jornalismo investigativo, assim como são poucas as matérias sobre comportamento, cultura e comentários sobre cinema, música e teatro”. No próprio jornal em que atua, a jornalista vê o caderno Alternativo, dito de cultura, como uma mera agenda de eventos. “A imprensa maranhense insiste em limitar-se à editoria política. Falta muito do jornalista uma atitude que mude esse quadro, que pratique um jornalismo mais sério e compromissado com a sociedade. Falta crítica cultural porque não há espaço para a autocrítica do veículo, para a análise sobre o próprio conteúdo.”

Sob o olhar do Direito, o delegado Sebastião Uchoa reafirmou a relação entre política e comunicação no estado ao fazer um rápido percurso histórico sobre o poder de se comunicar estar detido nas mãos de políticos desde os burgos que manipulavam informações em benefício próprio. Segundo Uchoa “a ética deve transcender as questões legais independente de Lei de Imprensa ou liberdade de expressão”. A mídia como um todo tem pecado por perseguir freneticamente notícias de última hora, furos de reportagem e novidades em nome da audiência. Todo esse furor pelo fato em primeira mão atrapalha os outros setores da sociedade quando feito sem ética, desprovido de profissionalismo. E a polícia constantemente é vítima das ações precipitadas da imprensa. Um exemplo recente de repercussão nacional foi o caso Isabella Nardoni, em que o papel da imprensa na cobertura do caso foi decisivo sob a condenação do pai e da madrasta da menina de seis anos, morta ao cair do sexto andar de um prédio em São Paulo. Trazendo para a imprensa maranhense, o delegado revelou sofrer grande assédio de repórteres em busca de notícias sobre ocorrências e investigações da polícia. E acrescentou a essa fala o fato de há alguns anos ter conseguido esconder o andamento do caso Francisco das Chagas da imprensa por trinta e cinco dias, sendo que Chagas era o serial killer, posteriormente condenado por matar e emascular meninos em várias cidades do interior do Maranhão e do Pará. “Crimes bárbaros atraem a mídia. Há uma grande vontade de noticiar a desgraça e a miséria. É aí que eu me pergunto onde fica a ética profissional, porque tem repórter capaz de ligar na véspera de natal pro plantão querendo saber o saldo de tragédias do ano. Certa vez me irritei e perguntei “vem cá, o amor não vende não?”, porque chega um momento em que esse tipo de abordagem ao outro profissional atrapalha e incomoda. Sem contar dos off’s que acabam sendo divulgados mesmo quando pedidos para não serem veiculados ainda. Essas atitudes podem se voltar contra o próprio jornalista, que em outra ocasião não vai conseguir a entrevista por não ser fiel às fontes.”

Quando o debate foi aberto aos estudantes, para perguntas e comentários, o acadêmico Flávio Rocha direcionou sua pergunta a Roberta Gomes em torno da existência de preconceito por parte de alguns jornalistas em trabalhar editorias diferentes de política, como cultura e comportamento. A jornalista de 23 anos respondeu que sente a ausência da valorização do social do ponto de vista da abordagem humanística, mas que esse problema é encarado por ela como um desafio já que por experiência própria, Roberta já conseguiu flexibilidade de pautas ao demonstrar interesse e capacidade de cobrir matérias da área social. “O jornalista não pode se acomodar e ficar esperando pelas pautas do editor. Se ele quer fazer a diferença tem que produzir e mostrar que pode ser feito diferente. Há algum tempo, cobri por iniciativa própria o Festejo de São João dos Mugundus, no interior. Fiquei pasma com a quantidade de pessoas que acompanhavam a procissão, milhares, sabe? Vi que o festejo era levado muito a sério e que essa religiosidade renderia uma boa reportagem. Não deu outra. Quando apresentei a matéria pronta ao editor, foi manchete de capa!”, conta orgulhosa.

Ainda durante o debate, foram colocadas questões em torno do registro profissional do jornalista, quando comparada a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) ao Direito e as exigências da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); a formação profissional; e novamente o código de ética do jornalista.

Dentro do contexto geral do seminário promovido pela disciplina Laboratório de Mídia Impressa II ministrada pelo professor e jornalista Pedro Sobrinho, ficou para a turma a lição de que não é necessário cursar três anos e meio de faculdade sonhando mudar o mundo pelo jornalismo para quando chegar ao mercado deparar-se com barreiras aparentemente intransponíveis e conformar-se com a situação. Não é preciso deixar de lado ideais de mudança por dificuldades impostas pelo campo de trabalho. Entretanto só será possível reverter o quadro se houver competência para aliar profissionalismo, ética e criatividade ao diálogo com os colegas de profissão para uma melhoria contínua da produção jornalística local e até brasileira. Vale lembrar que a ética não é construída dentro de uma faculdade. “É um valor que vem de berço, das relações sócio-culturais e educativas”, como afirma Gilberto Mineiro, já que pensar e ser correto ao trabalhar com as informações é papel do comunicador social, ainda que pareça um trabalho árduo.

sábado, 18 de outubro de 2008

Ensaios da foca...

Pedagogia, educação e profissionalização: juventude e caminhos para o mercado de trabalho.

Em entrevista coletiva a uma turma de jornalistas em formação, pedagoga fala de reformas no modo de pensar a educação profissionalizante no Brasil e no Maranhão e sobre a imprensa como quarto poder atuante.


Por Talita Guimarães

Na dia 22 de setembro, a turma JO3NO de Comunicação Social da Faculdade São Luís recebeu a pedagoga maranhense Maria Georgina para uma simulação de coletiva de imprensa. Os acadêmicos do curso de jornalismo aproveitaram dois horários da cadeira de Laboratório de Mídia Impressa II, ministrada pelo professor Pedro Sobrinho, para discutir a educação brasileira com o foco no estado do Maranhão e produzir em cima das colocações da entrevistada, uma matéria para jornal.

Em sua entrevista, a pedagoga falou sobre a educação sob o ponto de vista da pedagogia e comentou ainda sobre comunicação como aliada do processo educacional de uma nação, cursos profissionalizantes e reformas políticas adequadas ao desenvolvimento da educação no estado do Maranhão e no Brasil.
O porquê do formato de escola pública atual formar empregados ao passo que as instituições privadas formam patrões mais comumente foi definido pela professora e orientadora pedagógica Maria Georgina como um descompasso caracterizado por falhas no sistema educacional vigente no país. Falta incentivo ao desenvolvimento da educação do ponto de vista financeiro, os repasses não são suficientes e não costumam chegar ao destino certo, a escola pública não atende à demanda e o mais grave dos fatores, falta consciência e preparo de muitos educadores de seu verdadeiro papel dentro da escola.
“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua produção ou sua construção”, afirma Paulo Freire, educador brasileiro de grande expressão, em seu livro “Pedagogia da Autonomia”. E essa concepção é fundamental ao pensar educação e tentar iniciar uma mudança no sistema atual. É necessário que a iniciativa parta do corpo docente e toda a comunidade acadêmica, com ações que orientem os alunos desde a base do aprendizado até a hora da escolha profissional.
O sistema atual de educação profissionalizante está em crescimento na área referente à ciência e tecnologia, com a expansão da Rede Federal de Educação Tecnológica e a criação de novas escolas técnicas (CEFET’S, EAF’S e IFET’S) e a criação da Universidade Fronteira do Sul. No entanto, a escolha por um curso técnico profissionalizante ainda é feita por jovens na faixa etária de 14 e 15 anos, muito novos para uma definição por uma profissão, e que sem a devida orientação anterior à escolha do curso, pode confundir a mente dos jovens e atrapalhar a formação de bons profissionais, dado o alto índice de desistências e má formação uma vez que não há identificação pessoal com a área.
Além dessa temática em torno da educação profissionalizante e da importância de uma orientação pedagógica ao educando, fatores casados a um sistema eficaz de acompanhamento educacional, a entrevistada também destacou o papel da mídia como um quarto poder, no real sentido da expressão. Explicitou fatos decorrentes do período da ditadura militar e a repressão aos jornalistas com a censura e afirmou que o jornalismo atual tem exercido papel de tribunal em alguns casos de repercussão nacional, como a morte da menina Isabela Nardoni no primeiro semestre desse ano e a condenação antecipada do pai e da madrasta da menina.
Para finalizar, foi sabatinada pelos alunos em temas como política, inclusão digital e social e ensino de disciplinas que instiguem os estudantes em busca de questionamentos mais significativos e efetivos.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

CONVITE AOS LEITORES DO ENSAIOS EM FOCO
Relançamento Oficial de “VILA TULIPA”

Vila Tulipa é um livro infanto-juvenil, premiado em 2006 pela Fundação Municipal de Cultura, que narra a divertida história dos amigos Paulo e Tatiana em suas muitas aventuras pelo curioso
Bairro das Vilas.
Amigos inseparáveis, Paulo e Tatiana divertem-se dentro de sua infância do melhor modo possível, brincando com os amigos da escola, divertindo-se na biblioteca e ressaltando valores imprescindíveis como: a união da família, a amizade e os bons sentimentos.
Seguindo uma linha infanto-juvenil, a escritora Talita Guimarães pretende, em seus livros, transmitir mensagens com uma linguagem jovem e com valores importantes em histórias recheadas de bom humor.

LOCAL:
ESTANDE DA LIVRARIA ATHENAS
II FEIRA DO LIVRO DE SÃO LUÍS
Praça Maria Aragão


DATA:
19/10/2008 a partir das 17h

APOIO:
CEFET-MA

sábado, 4 de outubro de 2008

Ensaios da foca...

Vila Tulipa chega às livrarias de São Luís

O relançamento acontecerá na II Feira do Livro de São Luís, que ocorrerá entre os dias 09 e 19 de outubro na Praça Maria Aragão, em São Luís -MA. Comemorando o dia 12 de outubro com sua obra infanto-juvenil, a autora estará no stand da Livraria Atenas para conversar com leitores sobre sua história, a importância da leitura na infância e autografar livros. Após quase um ano do lançamento oficial, em dezembro de 2007, Vila Tulipa finalmente estará disponível para venda em dois pontos de São Luís, na Livraria Atenas da Rua São João, no Centro, e na Atenas do Monumental Shopping, no Renascença.


Premiado em 2006 pela Fundação Municipal de Cultura, Vila Tulipa é um livro que não carrega na bagagem apenas uma história infanto-juvenil. Por trás do enredo particularmente envolvente, há toda uma história sobre sua criação e sua criadora. Talita Guimarães, maranhense de São Luís, tinha apenas 16 anos quando juntamente com seu pai, saiu de casa em uma tarde ensolarada de julho para inscrever sua história no primeiro concurso literário de sua vida. Mal poderia imaginar que as peripécias de Paulo e Tatiana, seus personagens principais, seria reconhecida e premiada como a segunda melhor obra de contos no Prêmio Odylo Costa, Filho, no concurso mais tradicional da cidade, o XXX CONCURSO LITERÁRIO E ARTÍSTICO CIDADE DE SÃO LUÍS.

O gosto pela literatura surgiu ainda na infância, incentivado pelos pais e levado a sério pela menina, que costumava freqüentar bibliotecas e ler muito. Aos poucos, idéias para próprias histórias foram surgindo de modo que Talita começou a desenhar seus roteiros em quadrinhos, como passatempo. Na escola, as aulas que exigiam que os alunos escrevessem textos eram as preferidas da menina, que desenvolveu o talento para criar textos mais longos e personagens mais característicos. Tudo o que presenciava e todas as experiências adquiridas serviam de idéias para que Talita escrevesse, assim, seu primeiro livro.




Cronologia literária


Janeiro - Julho/2006 - Talita escreve Vila Tulipa durante tempo livre. Entre uma aula e outra do CEFET-MA (escola onde cursou o ensino médio), na biblioteca da escola, nos banquinhos do pátio e quando não podia escrever ficava mentalizando as idéias. "Foi no ônibus, quase chegando em casa, que tive a idéia do carro-chefe do livro. A parte do sequestro do Alvinho e a surpreendente identidade dos sequestradores", conta a autora. As idéias para o livro já vinham sendo reunidas a muito tempo, quando Paulo e Tatiana ainda eram mera brincadeira de uma mente infantil cheia de imaginação e criatividade.


Julho/2006 - Talita inscreve Vila Tulipa na categoria conto do XXX Concurso Literário e Artístico Cidade de São Luís.


Outubro/2006 - Começa a escrever o segundo livro "Encontro um Conto". A história de uma menina que gosta de escrever, mas enfrenta vários desafios para conseguir reconhecimento.


Dezembro/2006 - Marília Borges da FUNC liga para casa da autora para dar a notícia sobre o prêmio. Talita está fazendo o almoço quando atende o telefone e não acredita na notícia que acabou de receber: 2° lugar na categoria conto do concurso literário mais tradicional da cidade. Aos 17 anos, Talita é a mais jovem vencedora das 30 edições do concurso.


Janeiro/2007 - Talita leva originais de Vila Tulipa para a coordenação do CEFET-MA que se interessa em conhecer o trabalho da ex-aluna.


Julho/2007 - Sai a autorização da direção geral do CEFET-MA em apoiar a publicação do livro.


Agosto - Novembro/2007 - Talita prepara os originais definitivos do livro para gráfica. Escreve sinopse de divulgação e texto para orelha do livro, desenvolve a capa e escolhe diagramação. Entre um espaço livre e outro, conclui Encontro um Conto, seu segundo livro.


Dezembro/2007 - Lança oficialmente Vila Tulipa na II Jornada Nacional de Educação Profissional em Ciência e Tecnologia, que é uma grande feira de ciências marcada pelo encontro de todos os CEFET'S do país e outras instituições da rede federal de educação tecnológica. O CEFET-MA sedia o evento no Centro de Convenções expondo trabalhos de inovação científica. Além disso, Talita participa ainda de um Café e um Almoço Literário com estudantes do CEFET-MA nas semanas seguintes à publicação.




Atualmente, aos 19 anos, Talita cursa o 3°período de Jornalismo na Faculdade São Luís. E escreve crônicas e contos para o blog Ensaios em Foco, de sua autoria, onde publica também ensaios e esboços de suas primeiras matérias e reportagens produzidas na faculdade. Assume no blog que ainda é jornalista em formação por isso alerta para os possíveis tropeços nos ensaios jornalísticos postados por ela.


Seguindo uma linha infanto-juvenil em seus livros, a escritora pretende transmitir mensagens com uma linguagem jovem e com valores importantes em histórias recheadas de bom humor. Mais do que isso, Talita Guimarães está decidida a deixar ao mundo apenas o que souber fazer de melhor e por isso dedica-se ao máximo àquilo que mais gosta: escrever. Seja em um mundo idealizado, ficcional, ao exemplo de sua vila florida ou através da responsabilidade muito real de atuar no jornalismo.