sábado, 18 de outubro de 2008

Ensaios da foca...

Pedagogia, educação e profissionalização: juventude e caminhos para o mercado de trabalho.

Em entrevista coletiva a uma turma de jornalistas em formação, pedagoga fala de reformas no modo de pensar a educação profissionalizante no Brasil e no Maranhão e sobre a imprensa como quarto poder atuante.


Por Talita Guimarães

Na dia 22 de setembro, a turma JO3NO de Comunicação Social da Faculdade São Luís recebeu a pedagoga maranhense Maria Georgina para uma simulação de coletiva de imprensa. Os acadêmicos do curso de jornalismo aproveitaram dois horários da cadeira de Laboratório de Mídia Impressa II, ministrada pelo professor Pedro Sobrinho, para discutir a educação brasileira com o foco no estado do Maranhão e produzir em cima das colocações da entrevistada, uma matéria para jornal.

Em sua entrevista, a pedagoga falou sobre a educação sob o ponto de vista da pedagogia e comentou ainda sobre comunicação como aliada do processo educacional de uma nação, cursos profissionalizantes e reformas políticas adequadas ao desenvolvimento da educação no estado do Maranhão e no Brasil.
O porquê do formato de escola pública atual formar empregados ao passo que as instituições privadas formam patrões mais comumente foi definido pela professora e orientadora pedagógica Maria Georgina como um descompasso caracterizado por falhas no sistema educacional vigente no país. Falta incentivo ao desenvolvimento da educação do ponto de vista financeiro, os repasses não são suficientes e não costumam chegar ao destino certo, a escola pública não atende à demanda e o mais grave dos fatores, falta consciência e preparo de muitos educadores de seu verdadeiro papel dentro da escola.
“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua produção ou sua construção”, afirma Paulo Freire, educador brasileiro de grande expressão, em seu livro “Pedagogia da Autonomia”. E essa concepção é fundamental ao pensar educação e tentar iniciar uma mudança no sistema atual. É necessário que a iniciativa parta do corpo docente e toda a comunidade acadêmica, com ações que orientem os alunos desde a base do aprendizado até a hora da escolha profissional.
O sistema atual de educação profissionalizante está em crescimento na área referente à ciência e tecnologia, com a expansão da Rede Federal de Educação Tecnológica e a criação de novas escolas técnicas (CEFET’S, EAF’S e IFET’S) e a criação da Universidade Fronteira do Sul. No entanto, a escolha por um curso técnico profissionalizante ainda é feita por jovens na faixa etária de 14 e 15 anos, muito novos para uma definição por uma profissão, e que sem a devida orientação anterior à escolha do curso, pode confundir a mente dos jovens e atrapalhar a formação de bons profissionais, dado o alto índice de desistências e má formação uma vez que não há identificação pessoal com a área.
Além dessa temática em torno da educação profissionalizante e da importância de uma orientação pedagógica ao educando, fatores casados a um sistema eficaz de acompanhamento educacional, a entrevistada também destacou o papel da mídia como um quarto poder, no real sentido da expressão. Explicitou fatos decorrentes do período da ditadura militar e a repressão aos jornalistas com a censura e afirmou que o jornalismo atual tem exercido papel de tribunal em alguns casos de repercussão nacional, como a morte da menina Isabela Nardoni no primeiro semestre desse ano e a condenação antecipada do pai e da madrasta da menina.
Para finalizar, foi sabatinada pelos alunos em temas como política, inclusão digital e social e ensino de disciplinas que instiguem os estudantes em busca de questionamentos mais significativos e efetivos.

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