sexta-feira, 31 de julho de 2009

PRORROGAÇÃO EM FOCO

Atenção escritores, poetas, jornalistas , autores, pintores, escultores e interessados pelo XXXII Concurso Literário e Artístico Cidade de São Luís. A Fundação Municipal de Cultura prorrogou mais uma vez o prazo de inscrições dos trabalhos e obras, que agora se estenderá até o dia 7 de agosto, ainda sob regime do mesmo edital (confira o regulamento na postagem Oportunidade em Foco).
O XXXII Concurso Literário e Artístico Cidade de São Luís é o mais tradicional evento de reconhecimento e premiação de artistas maranhenses nas categorias literatura, artes plásticas, música e jornalismo. Promovido anualmente pela Prefeitura de São Luís através da Fundação Municipal de Cultura, o concurso já premiou nomes como Ferreira Gullar, Nauro Machado, Bandeira Tribuzzi, José Maria do Nascimento, José Ewerton Neto, Ubiratan Teixeira e Herbert de Jesus Santos. Além desses autores, o concurso é famoso por revelar novos talentos e reconhecer jovens escritores estimulando-os a prosseguir pelo caminho da literatura e das artes. Nesse sentido, o Ensaios em Foco lembra que Talita Guimarães foi a mais jovem premiada nas edições do concurso, aos 16 anos, com a obra "Vila Tulipa" na 30ª edição do prêmio em 2006. Graças a esse reconhecimento, a jovem escritora pôde publicar sua primeira obra e sentir-se estimulada a produzir mais.
Portanto, para quem tem algum trabalho literário, artístico ou jornalístico que se enquadre dentre as seis categorias, ainda há tempo. As inscrições estão sendo realizadas na sede da Func, na Fonte do Ribeirão, na Coordenação de Eventos, de segunda a quinta das 14h00 às 19h00, e sexta das 09h00 às 13h00, mediante entrega dos trabalhos com o devido preenchimento da ficha, conforme as regras do regulamento.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

AGENDA EM FOCO

Com o término do período de férias, acadêmicos voltam a rotina de aulas, trabalhos e muito estudo. Para a turma de Comunicação Social, o segundo semestre letivo de 2009 traz algumas opções de atividades e debates fora sala de aula em congressos, seminários e conferências realizadas pelo país com temas que aliam comunicação a aspectos da sociedade, entre eles, cidadania, meio ambiente, ética e novas tecnologias da informação.

Pensando na importância dos debates e da participação dos estudantes nessas atividades complementares, o Ensaios em Foco selecionou alguns eventos que acontecerão nos próximos meses pelo Brasil, cujas inscrições estão abertas.

1ª Conferência de Comunicação da Região Tocantina

Acontece no campus da Universidade Federal do Maranhão em Imperatriz, entre os dias 28 e 29 de Agosto de 2009. O encontro ocorrerá como prévia dos debates que acontecerão em dezembro na Conferência Nacional de Comunicação em Brasília. A conferência em Imperatriz irá discutir seis temas através de grupos de trabalho: televisão pública e privada, rádio, internet, telecomunicações, produção audiovisual, mídia impressa e mercado editorial.

Organizada pelo Departamento de Comunicação Social da UFMA (campus Imperatriz) juntamente com o Sindicato dos Jornalistas de Imperatriz (Sindjori), a Casa das Artes e a Associação de Imprensa da Região Tocantina (Airt).


V Conferência Brasileira de Mídia Cidadã

Com o tema “Sociedade Civil, Estado e Comunicação Cidadã: experiências bem sucedidas na construção de um mundo mais coletivo”, o evento acontecerá entre os dias 7 e 9 de outubro de 2009 na Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro) na cidade de Guarapuava no Paraná. As discussões envolverão o levantamento de soluções em torno do papel da mídia cidadã no estímulo a cidadania e o desempenho de seus profissionais na difusão da consciência cidadã pelo Brasil.

A conferência trará ainda espaço para apresentação de trabalhos que podem ser submetidos até o dia 1° de setembro de 2009. Para maiores informações sobre inscrições, hospedagem, prazos e formato de trabalhos, acesse o portal oficial da V Conferência Brasileira de Mídia Cidadã: http://www.unicentro.br/midiacidada2009/inicio.html

1ª Conferência Nacional de Comunicação
Negrito
Decorrente do decreto do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a conferência acontece entre os dias 1 e 3 de dezembro de 2009 em Brasília. Sob a coordenação do Ministério das Comunicações, o evento desenvolverá seus trabalhos com o tema: “Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital”.
5º Congresso Brasileiro dos Assessores de Comunicação da Justiça (Conbrascom 2009) e 1º Seminário de Formação de Comunicadores para a Cidadania
O congresso, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça acontece entre os dias 2 e 4 de setembro, no Rio Poty Hotel, em São Luis, Maranhão. Já o seminário será realizado no dia 2 de setembro como parte do Conbrascom 2009 e vem com o objetivo de preparar estudantes e profissionais da área da comunicação para a cobertura de assuntos ligados à Justiça e formar setoristas para a cobertura do Judiciário. As inscrições podem ser realizadas até o dia 15 de agosto por meio do site oficial do evento, onde se encontram maiores informações também sobre a programação. O endereço é o http://www.conbrascom.org/.

sábado, 25 de julho de 2009

OPORTUNIDADE EM FOCO

FUNC recebe inscrições para XXXII Concurso Cidade de São Luís até segunda


A Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação Municipal de Cultura (Func), prorrogou o prazo de inscrições para o XXXII Concurso Literário e Artístico "Cidade de São Luís". Agora, a data limite será o dia 27 de julho.

As inscrições serão recebidas até segunda (27), no horário de 14h às 19h, mediante entrega dos trabalhos com o devido preenchimento da ficha de inscrição, conforme as regras do regulamento.

O Concurso Literário e Artístico "Cidade de São Luís" é de caráter competitivo e classificatório, aberto a seis gêneros artísticos e literários de obras em língua portuguesa inéditas (exceção para os trabalhos de jornalismo) de autores maranhenses ou comprovadamente radicados há pelo menos um ano em no Estado.

As categorias concorrentes estão distribuídas assim: 1) Prêmio Aluízio Azevedo - para obra de ficção, compreendendo novelas e romances; 2) Prêmio Antonio Lopes - para obra de erudição; 3) Prêmio Sousândrade - para livro de poesia; 4) Prêmio Zaque Pedro - para pintura e escultura; 5) Prêmio Inácio Cunha - para música; 6) Prêmio para jornalismo.

O concurso terá uma comissão composta por membros de reconhecida competência intelectual e artística para julgamento das obras. O comitê terá, no máximo, 45 dias para a apreciação das obras de literatura, a partir do término do período de inscrições. Na premiação, haverá a entrega de troféus, de acordo com suas categorias.

A Fundação Municipal de Cultura fica na rua Isaac Martins, nº 141, Fonte do Ribeirão, Centro.
Fonte: SECOM

REGULAMENTO DO CONCURSO LITERÁRIO E ARTÍSTICO “CIDADE DE SÃO LUÍS”
A Prefeitura de São Luís, através da Fundação Municipal de Cultura – FUNC, e sua Assessoria Técnica, objetivando descobrir, divulgar e premiar valores artísticos e culturais do Maranhão abrirá inscrições no período de 22 de junho a 17 de julho de 2009 para o XXXII Concurso Literário e Artístico “Cidade de São Luís”, cujas normas encontram-se neste Regulamento.
1 – DOS PARTICIPANTES:
O Concurso Literário e Artístico “Cidade de São Luís” é de caráter competitivo e classificatório, aberto a 6 (seis) gêneros artísticos e literários de obras em língua portuguesa e inéditas (exceção para os trabalhos de jornalismo), de autores maranhenses ou comprovadamente radicados a pelo menos 1 ano no Estado.
2 – DAS CATEGORIAS:
O Concurso Literário e Artístico “Cidade de São Luís” terá as seguintes categorias e prêmios, assim distribuídos:
2.1 – Prêmio Aluízio Azevedo: para obra de ficção, compreendendo novelas, romances, contos, peça teatral e literatura infantil;
2.2 – Prêmio Antonio Lopes: para obra de erudição, compreendendo crítica literária e pesquisa folclórica;
2.3 – Prêmio Sousândrade: para livro de poesia;
2.4 – Prêmio Zaque Pedro: para pintura e escultura;
2.5 – Prêmio Inácio Cunha: para pesquisa na área musical, que resgate a memória de artistas maranhenses.
2.6 – Prêmio para jornalismo: para trabalhos comprovadamente apresentados em qualquer setor das atividades jornalísticas.
3 – DAS CONDIÇÕES
3.1 – Não poderão participar do Concurso membros da Comissão Julgadora e funcionários da FUNC e de órgãos a ela ligados.
3.2 – ÁREA DE LITERATURA
3.2.1 – As obras inscritas no concurso deverão se apresentar encadernadas, encapadas, em folha de papel A4, com máximo 200 (duzentas) laudas, sem identificação do autor (apenas pseudônimo).
3.2.2 – Caso haja qualquer ilustração, a cópia deverá ser anexada aos originais da obra no ato da inscrição.
3.2.3 – A cada categoria inscrita, o concorrente deverá apresentar 3 (três) vias de cada obra. 3.2.4 – O concorrente deverá anexar a cada obra inscrita um envelope pequeno lacrado contendo na parte externa o nome da obra, a categoria e o pseudônimo do autor. Na parte interna o nome da obra e os dados pessoais do autor (nome, endereço, telefone, RG e CPF) para identificação após julgamento. 3
3.3 – ÁREA DE JORNALISMO
3.3.1 – Os trabalhos inscritos deverão ser sobre a temática “São Luís Capital Brasileira da Cultura” e ter sido comprovadamente apresentados em qualquer setor das atividades jornalísticas até a data de encerramento do período de inscrições.
3.3.2 – Cada obra deverá ser organizada de acordo com as regras contidas no sub-item
3.2.1 do item 3 deste regulamento, podendo ser ou não acompanhada de material fotográfico.
3.4 – ÁREA DE ARTES PLÁSTICAS
3.4.1 – As obras serão inscritas, devidamente identificadas (modalidade, pseudônimo, título, data, técnica, dimensões da obra).
3.4.2 – As obras não poderão ser retiradas antes da proclamação do resultado.
3.5 – ÁREA DE MÚSICA
3.5.1 – Serão considerados as obras de pesquisa na área musical, que resgatem a memória de artistas maranhenses.
3.5.2 - Cada obra deverá ser organizada de acordo com as regras contidas no sub-item
3.2.1 do item 3 deste regulamento, podendo ser ou não acompanhada de material fotográfico.
4 – DAS INSCRIÇÕES
4.1 – As inscrições terão início no dia 22 de junho de 2009 e encerrarão no dia 17 de Julho de 2009
4.2 – As inscrições serão feitas na Fundação Municipal de Cultura, na Coordenação de Eventos Comunitários, situada à rua Isaac Martins, nº 141, Centro, em frente à Fonte do Ribeirão, no horário de 14hs às 19hs de segunda a quinta-feira e das 8:30 às 14hs na sexta-feira, mediante entrega dos trabalhos com o devido preenchimento da ficha de inscrição, conforme as regras deste regulamento.
4.3 – A entrega das peças dos candidatos concorrentes à categoria Artes Plásticas deverá ser feita à rua do Ribeirão, nº 385, na Galeria Zaque Pedro, no período de 1º a 15 de Julho de 2009.
4.4 – As inscrições feitas por terceiros só poderão ser realizadas mediante procuração do autor registrada em cartório.
5 – DA SELEÇÃO
5.1 – O Concurso terá uma comissão julgadora composta por membros de reconhecida competência intelectual e artística para julgamento das obras.
5.2 – A comissão obedecerá aos critérios estabelecidos anteriormente pela Fundação Municipal de Cultura para julgamento das obras.
5.3 – É de competência da Fundação Municipal de Cultura indicar os candidatos a membros da Comissão Julgadora.
5.4 – A Comissão terá no máximo 45 (quarenta e cinco) dias para o julgamento das obras, a partir do término do período de inscrições.
6 – DA PREMIAÇÃO
6.1 – O concurso terá como premiação a concessão de troféus e um prêmio para cada categoria no valor de 3 (três) mil reais e publicação das obras contempladas pelos prêmios Aluízio Azevedo, Antonio Lopes, Sousândrade e Inácio Cunha.
6.2 – A Comissão Julgadora poderá ainda conceder menção honrosa aos estilos literários que não forem contemplados dentro de suas categorias, podendo resultar na publicação destes, caso julgue procedente.
7 – DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
7.1 – Feito julgamento e proclamados os vencedores, os prêmios serão entregues em data a ser definida pela Coordenação de Eventos Comunitários – FUNC, com divulgação na imprensa local.
7.2 – Todos os trabalhos premiados pertencerão ao arquivo da Fundação Municipal de Cultura – FUNC, sendo tombados pelo setor competente da Instituição, o que não impede o uso da obra para reproduções por parte do autor.
7.3 – A inscrição do candidato implicará na aceitação plena do presente regulamento.
7.4 – O prazo máximo para a devolução dos trabalhos de literatura não classificados é de 30 (trinta) dias a partir da divulgação do resultado bem como da entrega dos certificados é de 40 (quarenta) dias a partir da data da premiação. Para os trabalhos da área de artes plásticas, o prazo para devolução será de 30 (trinta) dias após o encerramento da premiação. Após esse prazo, a peça passará a fazer parte do acervo da Fundação Municipal de Cultura – FUNC.
7.5 – As despesas para aplicação deste regulamento ocorrerão por conta de verba própria consignada no orçamento da Fundação Municipal de Cultura – FUNC.
7.6 – O Concurso terá uma Coordenação designada pelo Presidente da Fundação Municipal de Cultura e constituída por técnicos da Fundação.
7.7 – A Fundação Municipal de Cultura reserva-se do direito de não realizar o julgamento e, conseqüentemente, a premiação das categorias que apresentarem número de inscrições inferior a cinco.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

CULTURA EM FOCO


Projeto Boi de Encantado promove apresentação dupla do Bumba Boi Garotos do Cruzeiro

Na próxima sexta feira (24), o público maranhense terá duas chances de conferir o trabalho do Bumba Boi Garotos do Cruzeiro, formado por crianças e adolescentes do Ponto de Cultura Fanti Ashanti: primeiro às 15h na Casa de Nhozinho localizada na Praia Grande e em seguida, às 19h, na sede do Boi da Floresta, na Liberdade. Na oportunidade, dois dos maiores mestres populares da cultura maranhense estarão presentes, Pai Euclides e Mestre Apolônio.

Premiado em 2008 pela Funarte no Prêmio Interações Estéticas, que promove residências artísticas em Pontos de Cultura, o projeto Boi de Encantado da musicista e pesquisadora paulistana Renata Amaral promoverá as apresentações como parte integrante do trabalho que incluiu ensaios, oficinas de música, dança e bordado, audições e exibições de vídeo, coleta de depoimentos e memórias de Pai Euclides e organização do acervo da casa.

Todo esse trabalho obteve como produto final, além das apresentações, a gravação do CD do Bumba Boi Garotos do Cruzeiro. O CD, gravado este mês, é um registro inédito que inclui mais de 20 toadas representativas dos 56 anos de atividades do Boi, compostas por Pai Euclides e seus encantados, e será finalizado e lançado ainda este ano.

Sobre Pai Euclides e o Ponto de Cultura Fanti Ashanti

O grupo de Bumba Boi Garotos do Cruzeiro é do Boi de Encantado, criado em 1953 a pedido do encantado Corre Beirada, que se manifesta em Pai Euclides.

A Casa Fanti Ashanti, fundada em 1958, é hoje um dos centros afro religiosos mais importantes em atividade no Brasil, referência da influência jeje no país e tema de estudos, teses e artigos de inúmeros pesquisadores. Tendo se tornado Ponto de Cultura em 2006, a Casa cultiva diversas tradições sagradas e profanas como o Tambor de Mina, Candomblé, Pajelança, Baião de Princesas, Samba Angola, Mocambo, Tambor de Crioula, de Taboca, Canjerê, Bumba Boi, Festa do Divino e vários outros. Pai Euclides, sacerdote chefe deste terreiro, tem 8 livros publicados sobre as religiões afro brasileiras, e acumula diversos prêmios na área, incluindo a Ordem do Mérito Cultural e recentemente o prêmio Culturas Populares do Ministério da Cultura.

Sobre Renata Amaral

Musicista e pesquisadora, bacharel em Composição e Regência pela Universidade Estadual Paulista - UNESP. Realiza um amplo trabalho de criação de espetáculos, arte-educação e produção cultural, tendo produzido mais de 30 CDs e documentários de cultura popular tradicional nos últimos 10 anos, incluindo os CDs e DVDs dos Bois de Maracanã e Cururupu no Maranhão. Cultiva com a Casa Fanti Ashanti laços profundos de amizade e colaboração que já resultaram em diversos documentários e CDs da Casa como Tambor de Mina na Virada para a Mata, Tambor de Mina Raiz Nagô, Canjerê na Casa Fanti Ashanti, Tambor de Crioula de Taboca e o disco Baião de Princesas, parceria musical da comunidade da Fanti Ashanti com a Barca, grupo que integra como contrabaixista e cujos projetos coordena.


SERVIÇO:

Data: 24 de julho – sexta feira
Horário: 17h
Local: Casa de Nhozinho
Endereço: Rua Portugal, 185 - Praia Grande
ENTRADA FRANCA

Data: 24 de julho – sexta feira
Horário: 19h
Local: Sede do Boi da Floresta
Endereço: Rua Tomé de Souza, 101 – Liberdade
ENTRADA FRANCA
Fonte: Asscom da Casa de Nhozinho
Fotos: Márcio Vasconcelos

domingo, 19 de julho de 2009

ANDRÉ E O MUNDO...

Ninguém é apolítico
Por André Mendes*
Quatro fatos me levaram a escrever esse texto e, por incrível que pareça caro leitor, há ligação direta entre eles: o primeiro diz respeito à comemoração no dia 15 de novembro da proclamação, pelo “corajoso marechal Deodoro da Fonseca”, da tão sonhada república; o segundo e o terceiro são baseados em duas matérias estampadas em VEJA de 7 de novembro de 2007 – “Se colar,... colou!”, que aborda os vários presidentes que caíram na tentação de esticar o próprio mandato e atual batalha de alguns petistas em aumentar o tempo de governo de Nossa Excelência Lula; e “À sombra de El Supremo” que retrata a realidade vivida pelos venezuelanos que viram a assustadora eficiência de Hugo Chávez “em usar os mecanismos democráticos do seu país para tirar a liberdade e criar uma nação à sua própria imagem” (VEJA). O quarto e mais importante fato foi a declaração de um querido amigo meu, na qual ele se afirma desligado e desinteressado a tomar qualquer opinião política, alegando que essa talvez seja uma das suas maiores qualidades.

Certamente, o (a) nobre colega que ler estas mal traçadas linhas já supõe a essência das minhas intenções. Para quem não sabe, a Proclamação da República se desenvolveu no interior dos palácios e instituições públicas que chegaram ao consenso de ser insustentável a permanência de D. Pedro II no poder, dessa forma, o tão falado “povo brasileiro” dormiu no império e acordou no dia seguinte sendo república, ou seja, “nunca na história desse país” a população acompanhou a realidade dos acontecimentos políticos, esse é o principal problema que impede o pleno desenvolvimento da democracia – a maior, melhor e mais exigente forma de governo. Digo exigente, porque a mesma necessita de uma sociedade informada, consciente, organizada e ativa.

Os que pensam que a prorrogação de Lula no poder é impossível enganam-se. Nada é impossível nas negociações que se dão pela disputa de poder. A Venezuela é o mais próximo e atual exemplo disso: seu presidente, “um prepotente disposto a impor sua visão de mundo a qualquer custo” (VEJA), em pouco mais de oito anos de governo colocou a importância das instituições públicas e da iniciativa privada para um segundo plano, abaixo de suas vontades, disseminou programas assistencialistas e espalhou entre a população venezuelana uma sensação de esperança aliada a insegurança. Hoje, os que pensam e agem diferente do governo caem nas armadilhas de sistema autoritário e cruel; e aqueles que optam pela submissão têm que demonstrar constantemente sua fidelidade.

O que esses acontecimentos têm a ver com a declaração daquele meu colega e com você que ler este texto? Tudo, porque ninguém é apolítico. A política está presente em todos os lugares e todas as relações: você está sendo político quando dirige o seu carro, compra uma roupa elegante, reclama por seus direitos e cumpre seus deveres. Já dizia um velho sábio que “o preço da liberdade é a eterna vigilância”. Cabe a nós, juventude, essa eterna vigilância, por meio da política. Tenho certeza que ao longo da vida, aquele meu amigo aprenderá a importância dessa ciência, e consequentemente aprenderá a ser um cidadão.
Links para as matérias da Revista Veja citadas no artigo:
http://veja.abril.com.br/071107/p_070.shtml - para ler "Se colar, colou...!"
http://veja.abril.com.br/071107/p_086.shtml - para ler "À sombra de El Supremo"
*André Mendes é aluno do 3º ano do curso técnico em Alimentos do Instituto Federal do Maranhão e escreveu esse texto originalmente em 2007.

JORNALISMO EM FOCO


Sobre a responsabilidade ética dos jornalistas*

- O que é ética profissional e qual a importância da deontologia no mercado de trabalho da comunicação social.

Por Saara Sousa** e Talita Guimarães**
Partindo do princípio que “ética é uma reflexão crítica da moralidade” (BARBEIRO; LIMA, 2005, p. 19), entende-se primeiramente que se trata de uma percepção atrelada ao juízo de valor sobre as normas que regem a moral de uma sociedade. Nesse sentido, lê-se que ética e moral são inerentes ao respectivo processo histórico-cultural de uma sociedade, portanto são passíveis de mudanças e de interpretações pessoais.
Considerando que a moral é um conjunto de normas elaboradas em consenso com aquilo que se julga correto ou tradicional e deve valer para todos os indivíduos, é preciso notar que a ética se torna necessária quanto reflexão sobre esses valores ditos morais, uma vez que muitos questionamentos relativos aos chamados bons costumes podem surgir sob circunstâncias diferentes e exigir um exame mais específico de acordo com a situação. Dentro desse contexto, pode-se afirmar que a ética é uma observação de caráter crítico concebida por todas as pessoas em dada circunstância, no entanto, sob olhares pessoais e principalmente, sob manifestação espontânea. Assim, Heródoto Barbeiro pontua, em seu livro “Manual de Telejornalismo”, que não pode haver pressão em torno da análise ética, pois a coercitividade é de ordem moral. E a ética se estabelece como um balizador das ações humanas quando é formulada, a exemplo da deontologia, com a participação de todos a fim de firmar o compromisso com as ações julgadas como coerentes ou adequadas.
Trazendo toda essa questão para o campo de atuação dos jornalistas, percebe-se que se tem aí uma profissão que exige, em sua prática diária, o exercício da ética no trato das informações que serão repassadas a sociedade. Ética no âmbito deontológico, delimitada primeiro pelo código da profissão e segundo pelas concepções do jornalista de acordo com as circunstâncias inesperadas que o código pode não vir a prever. Nesse sentido, cabe ao comunicólogo uma grande responsabilidade. Primeiro porque o jornalista lida com hierarquia de informações, o que pressupõe escolha de acordo com a relevância e a ordem do dia; segundo porque deve estar atento ao grande fluxo de acontecimentos que chegam ao seu conhecimento como tarefa para selecionar, determinar pauta e apurar conteúdo e relevância; terceiro porque quando sai em busca da apuração, o jornalista deve ter o cuidado de não se envolver com o fato a ponto de misturar as informações reais com as suas impressões pessoais ou com o grau de relação com a fonte. Nesse sentido, a atuação do jornalista está toda envolta em escolhas, regidas tanto pela rotina profissional quanto pela reação pessoal diante do fato que será noticiado. Sendo assim, a responsabilidade sobre o tema e a forma de abordagem, pesa sob o jornalista quando há o compromisso com a busca pela verdade, mas também com a preocupação do impacto social que a notícia pode causar uma vez veiculada.
Nesse contexto, a atitude ética é indispensável e deve estar sempre intrínseca ao processo de produção e difusão das matérias, desde os critérios de noticiabilidade até o trabalho de campo, de coleta de informações, conversa com as fontes, busca por detalhes e por dados que componham o mais próximo a totalidade do acontecimento real.
Quando aliada à responsabilidade, a ética capacita o jornalista para exercer a profissão com a dignidade que o jornalismo impõe: informando os fatos para a sociedade da forma mais verossímil possível com a realidade. Mas o compromisso ético do jornalista não é uma responsabilidade firmada apenas entre o profissional e o público. Pelo contrário, a ética deve reger todas as ações do jornalista, principalmente porque ele também faz parte da sociedade, logo é um cidadão.
Nesse sentido, verificando as relações entre jornalistas, percebe-se que há um tratamento ético especificado para os colegas de profissão também. Respeito mútuo é uma questão de ética, principalmente quando o colega atua em um outro veículo jornalístico. Independente da linha editorial, faz-se necessário destacar que a atuação do jornalista deve ser a mesma em qualquer empresa que ele venha a trabalhar e isso equivale ao comportamento regido pelo código de ética. Um exemplo recente, que vai contra o comportamento esperado de um comunicólogo, e que suscita ao debate foi a troca de críticas entre dois funcionários de veículos de comunicação concorrentes. Foram eles Boninho e Britto Júnior. O primeiro é o diretor de programação da Rede Globo, responsável por programas como “Mais Você” e “Big Brother Brasil”, o segundo é jornalista e apresentador do reality show “A Fazenda” da Rede Record. O conflito foi gerado, segundo noticiam jornais como a Folha de São Paulo, por conta da crítica de Boninho ao modo de execução do reality show que Britto Júnior apresenta. Como a crítica foi publicada por meio de um site em tom de zombaria, e não diretamente ao jornalista, deu margem para que Britto Júnior respondesse ao comentário acusando Boninho de antiético. Em resposta, Boninho escreveu em seu microblog, do site Twitter, a instigante frase: “Não sou jornalista, não preciso ter ética”. Dentro dessa situação, nota-se que a falta de ética na relação entre jornalistas, ou pessoas que atuam no meio, não se restringe aos comentários ácidos ou maldosos que possam existir entre empregados de empresas rivais. O problema é muito mais conceitual, relativo à mentalidade do indivíduo em torno da prática da ética. E o reflexo nas atitudes responsáveis do profissional começam por aí, já que ética é uma percepção que deve nortear as ações de todos, independente da profissão.
Além dessa questão, é importante ressaltar ainda que os impactos de uma informação veiculada sem a preocupação social pode causar danos muito graves, uma vez que a sociedade espera da imprensa um serviço pautado no compromisso com a verdade. Tanto que quando uma notícia bombástica é revelada, há uma grande tendência a ser recebida como verdade e caso ela esteja equivocada ou leve a uma interpretação errada pode provocar transtornos e constrangimentos para muitas pessoas.
Por essa análise, faz-se mister elucidar que a ética na prática midiática deve ser um princípio norteador da atuação do profissional da comunicação. Primeiro por ser uma concepção indispensável a qualquer relação em sociedade. Segundo porque orienta o jornalista a buscar sempre a melhor abordagem do fato no sentido de produzir uma matéria que exponha a realidade, mas de forma a contribuir com a construção de uma nova sociedade. A responsabilidade ética do jornalista visa, acima de tudo, a prática do jornalismo responsável e comprometido com o crescimento favorável da sociedade.
Bibliografia
BARBEIRO, Heródoto; DE LIMA, Paulo Rodolfo. A ética. IN: ____Manual de Telejornalismo. Elsevier Editora LTDA. 2005.
*Texto elaborado para a disciplina Ética e as Práticas Midiáticas, ministrada pelo Professor Márcio Monteiro para a turma de quarto período em Jornalismo 2009.1 da Faculdade São Luís.
**Saara Sousa e Talita Guimarães são acadêmicas de Jornalismo da Faculdade São Luís.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

REFLEXÃO EM FOCO

Eternidade: uma glória ao alcance de todos
Por Talita Guimarães

Desde que se tem registro da presença humana na Terra, sabe-se que o homem procura entender o que tem por trás da sua existência no universo. Durante todo o período em que marcamos nossa presença no mundo, exercemos diversas funções na sociedade e muitos de forma intensa mesmo sabendo que um dia tudo o que sentimos e somos irá desvanecer completamente.

Desvendar os segredos da linha da vida tem sido a maior das indagações do homem, que mesmo consciente de sua passagem efêmera pelo mundo, tem nas mãos o poder de tornar eterno tudo aquilo que lhe torna absolutamente individual e por isso intransferível, mas ainda assim, poucos de nós sabem como fazê-lo.

Imortalizar nossos atos independe de nossa vontade exclusiva, uma vez que somos diversas vezes vítimas daquilo que falamos e fazemos, sendo assim difícil exercer a arte de tornar-se eterno naquilo que temos de melhor. E isso depende muito mais do valor com que exercemos nossas vontades e anseios do que pensamos.

O ser humano é capaz de guardar na memória muito do que marca sua vida e esquecer o que é insignificante. Por isso costumamos lembrar de fatos considerados importantes e mais do que isso, fatos incomuns, como surpresas, novidades e curiosidades. É por conta disso que as pessoas que fazem coisas diferentes costumam ganhar destaque na lembrança de muitos.

Contudo é legal ressaltar que não só o diferente merece destaque, mas também o belo, o interessante e tudo aquilo que for engrandecedor. Prova disso é a facilidade que temos em listar pessoas que já morreram há muito tempo, mas foram eternizadas através de seus serviços e idéias prestadas à humanidade. Grandes filósofos, cientistas, escritores e tantas outras personalidades preocupadas para que seus melhoramentos perdurassem por muito mais tempo que a existência de seus criadores.Todos homens e mulheres imortalizados na memória de todas as gerações seguintes por suas grandes idéias.

Infelizmente, outras pessoas conseguiram eternizar-se por graves desserviços prestados à humanidade, como por provocar guerras cruéis e matanças e carregar não a admiração e o reconhecimento, mas o ódio e a vergonha das gerações posteriores às suas, por seus ideais lamentáveis e catastróficos.

Dessa forma, todas essas considerações nos levam a crer que a eternidade está sim ao alcance de todos, e que mais importante que ter o corpo imortal é ter uma idéia e uma atitude que possa fazer o diferencial melhorando de forma significativa a vida de todas as pessoas ao longo dos tempos. O que cabe, portanto, a cada um de nós, é eternizar-se naquilo que sabemos fazer de melhor, proporcionando as outras pessoas, quiçá gerações futuras, nossas grandes idéias e melhoramentos.

sábado, 11 de julho de 2009

POSICIONAMENTO EM FOCO

“Agora é a hora de pirar”*

- Considerações sobre a vida acadêmica dos estudantes de jornalismo, o blog como meio de prática profissional e a necessidade de diploma para o exercício da profissão
Por Talita Guimarães**

O Ensaios em Foco se aproxima do seu aniversário de um ano. Durante esses dez primeiros meses, o blog manteve a proposta de possibilitar o exercício do jornalismo a estudantes de comunicação. Pelo fato de nossos redatores serem “focas” - jovens jornalistas ou iniciantes na profissão - a mídia escolhida foi o blog por se tratar de um espaço livre, sem a necessidade de grandes conhecimentos em manutenção de páginas e domínios na web.

Em termos de conteúdo, nosso olhar esteve voltado principalmente para a prática do conhecimento que aprendemos na faculdade, com o diferencial de poder expor o que produzimos para que outros colegas sintam-se motivados a treinar seus conhecimentos, profissionais possam estar por aqui deixando um pouco de experiência e orientando nos melhores caminhos e outros jovens, ainda escolhendo suas profissões, possam conhecer mais sobre a vida acadêmica dos estudantes de comunicação. Possibilitar o diálogo entre aprendizes, profissionais e ainda prestar serviço à sociedade é o foco do “Ensaios...” em blog, uma vez que através das matérias, reportagens, notas e textos estivemos difundindo informações, produzindo e ajudando a construir conhecimento. Nossos leitores, seguidores, amigos e entrevistados têm comentado sobre nosso trabalho, têm estado próximo da nossa prática, têm se encontrado por aqui como agentes das ações que noticiamos e como leitores em potencial, que constroem junto conosco uma sociedade mais democrática, bem informada e justa. Se parece pretensioso afirmar tudo isso, creia você, leitor que nossa intenção é a melhor possível e se ainda não alcançamos todos os objetivos que levam à essa construção, estamos estudando e treinando para isso.

Nosso foco primeiro é aprimorar nosso ofício, começando na hora certa e aproveitando o tempo e a condição que nos é dada. Porque como diz o título do texto, frase do amigo e também acadêmico de jornalismo Max de Medeiros, “agora é a hora de pirar”. Se à primeira vista parece uma afirmação boba, descontextualizada, quase esdrúxula, percebam que dentro do universo que é apresentado pelo conhecimento específico de uma grade curricular do curso de jornalismo, não é pouco o que se precisa saber, de início, para atuar como um profissional competente. Quando Max diz “pirar”, resume de forma bem humorada e entusiasmada o que é estar estudando jornalismo. Porque é fato que a formação acadêmica dá ao indivíduo a chance de conhecer a profissão. Em todos os casos, possibilita adentrar aos tramites do profissão, ajuda a definir uma área de afinidade para então começar a traçar um perfil profissional. No jornalismo não é diferente, mas por se tratar de uma profissão que trata a informação em larga escala e dá a oportunidade de trabalhá-la de várias formas, sob vários formatos e mídias, não é para menos que os apaixonados pelo curso enlouqueçam diante de tantas maravilhosas oportunidades. Fora o fardo da imparcialidade e da luta para tratar sobre todos os assuntos com o máximo de isenção possível, fora a incansável batalha pela informação que às vezes é negada do grande público por questões de conveniência.

Na academia se não se aprende, prática que infelizmente nem sempre vale para todos, descobre-se a importância da ética, toma-se ciência da profundidade teórica de uma apuração, conhece os casos que levaram a erros graves e se discute soluções, procedimentos. É na academia que escrevemos, rascunhamos, esboçamos nossos primeiros textos verdadeiramente jornalísticos, conforme a técnica rege . Permitimo-nos errar porque há quem nos conserte, quem transforme nosso equívoco em conhecimento. E tudo isso, em três ou quatro anos de piração, entre trabalhos, provas, aulas, debates, congressos e elaboração de projetos, é que leva à suada glória do levar o conhecimento, democratizar a informação, reconhecer ações, divulgar o que é bom e trabalhar com gente, sobre gente, para gente. O que nos é mostrado e ensinado na academia pode até ser apenas uma preparação ou uma apresentação teórica do que é o mercado, mas com toda a certeza é o melhor caminho para a conquista da competência pela imposição via conhecimento de causa. E cabe a cada acadêmico encontrar-se dentro do seu curso e aproveitar o momento que lhe é concedido para aprender a ser um bom profissional.

Levantando um saldo do que já foi feito por aqui, vemos que pelo “Ensaios em Foco” também passaram colaboradores e parceiros literários. Também houve espaço para literatura e opinião. Foi democrático em publicar textos de estudantes do ensino médio e professores. Permitiu-se compor em parceria com autores fora do jornalismo, considerando que a escrita é uma ferramenta eficiente que pode e deve ser utilizada por todos. E se agora falamos nesse tom é por considerar, mediante recente decisão do Supremo Tribunal Federal em revogar o diploma para exercício do jornalismo, que há diferenças entre quem escreve e o que se escreve. Não se trata de uma escala de valores qualitativa, mas sim uma classificação dentro do que se pode produzir de texto mediante o objetivo de seu conteúdo.

Informar é o dever primeiro do jornalista. A notícia é a nossa matéria-prima. Mas é preciso considerar que informar engloba ensinar, instruir, orientar, confirmar, enfim, comunicar. Abre um leque de possibilidades e oportunidades. E é aí que mora o perigo, porque informar pressupõe responsabilidade com o que será dito e é óbvio que quem se propõe a dar uma informação é um alguém que tem, ou deve ter, algum conhecimento sobre algo e é um alguém que sabe, ou deve saber, que esse conteúdo vai chegar as pessoas e causar algum impacto cumprindo alguma finalidade. Nesse sentido cabe lembrar que quem escreve, produz para o público e não para si. Dessa forma, deve estar ciente de que a linguagem utilizada deve ser clara e de fácil entendimento, para que o receptor entenda a mensagem e seja capaz de construir um conhecimento em cima da informação recém-adquirida. Por essa análise, entendemos que entre os vários setores da sociedade existem linguagens, expressões e significados específicos, conhecidos apenas pelos indivíduos atuantes na área. São termos técnicos, nomes de procedimentos e até jargões profissionais distantes da grande massa. E que por serem específicos não têm necessidade de serem tratados no dia-a-dia. No entanto, quando se faz necessária a divulgação para toda a sociedade , são passíveis de tradução para o melhor entendimento. Precisam ser explicados de forma a aproximá-los das pessoas. Dentro desse contexto, percebemos que a democratização da informação só é possível via “tradução”, e aqui se trata de transpor um termo específico pouco conhecido para um sinônimo que o expresse com melhor clareza. A partir dessa “tradução” é que se inicia o processo de informar com eficácia, viabilizando a construção do conhecimento.

Não podemos desconsiderar o fato de que cada profissional, sendo exímio conhecedor do assunto, seja capaz de redigir com clareza sobre sua área de conhecimento, mais específica. Não se prega aqui a desvalorização da escrita de um advogado ou um médico, por exemplo, nem se desmerece a colaboração de seus artigos, afinal esses profissionais podem sim ter conteúdo para escrever bons textos. Contudo, é preciso ressaltar que as especificidades de cada profissão ainda dominam e não chegam ao grande público com a eficiência que era de se esperar. Um médico bom articulista, bom orador, que se faça entender com facilidade pode ser feito raro, uma vez que ele não é preparado para isso. O mesmo acontece entre os outros profissionais que atacam de colaboradores entre os jornalistas. Sendo assim, quem perde é o público, é a sociedade que recebe uma enxurrada de material técnico que não lhe serve na prática, nem tem como servir.

O que se quer lembrar aqui e acredito que essa seja uma preocupação compartilhada pelo Brasil a fora, entre jornalistas indignados com a dispensa do diploma e a infeliz afirmação de que qualquer um pode exercer a profissão sem causar danos a sociedade é que EXISTE UMA PROFISSÃO DEDICADA À CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO COLETIVO EM TORNO DE TODAS AS ÁREAS DA SOCIEDADE. EXISTE UM PROFISSIONAL HABILITADO PARA “TRADUZIR” AS ESPECIFICIDADES DAS OUTRAS PROFISSÕES PARA O GRANDE PÚBLICO. E EXISTE UMA FORMA ESPECÍFICA DE SE FAZER ISSO. Essa profissão é o jornalismo, esse profissional é o jornalista e a garantia da habilitação é o diploma.

Mais do que tudo isso, o jornalismo tem suporte para operar muitas ações dentro da sociedade, uma vez que sua base é a comunicação. E por mais que digam que o jornalismo não acaba com o fim da exigência do diploma, não se pode ser ingênuo o suficiente para acreditar que a não exigência de uma formação acadêmica não seja um retrocesso no cenário de luta pela educação e pela prestação de um serviço de qualidade.
Por isso, peço, como idealizadora do”Ensaios em Foco”, escritora e futura jornalista por formação, que os prezados leitores não esqueçam que por trás do diploma, daquele desejado canudo e agora “dispensável” há muita preparação, muito empenho, muita dedicação, horas de leitura, horas na frente de um computador digitando, escrevendo, revisando, pesquisando e preocupando-se com a importância de estar bem informado e preparado para então partir para a atuação séria, para a produção do texto que você acompanha todos os dias atentamente pelos telejornais, jornais impressos, revistas, sites e outros meios de comunicação e difusão da informação. Afinal, é por vocês e pela nossa sociedade, que eu e outros tantos estudantes de jornalismo estamos aproveitando à exaustão essa hora certa de “pirar”.
* Frase de Max de Medeiros, acadêmico de Jornalismo, Relações Públicas e Rádio e Tv, todas habilitações em Comunicação Social.
**Talita Guimarães está de férias da faculdade de Jornalismo, mas enquanto aguarda pelo início do quinto período, continua levantando pautas para o blog "Ensaios em Foco" e participará do curso "Simplificando o Direito para Jornalistas" visando maior e melhor preparação sobre as áreas do conhecimento que compõem a sociedade e interessam a todos.

domingo, 5 de julho de 2009

TEATRO EM FOCO

Show de Humor com "Os Reitardados"
A Sociedade dos Artistas do Maranhão (SAM) apresenta na próxima sexta (10), a partir das 19h30 no Teatro Alcione Nazaré, Show de Humor com Os Reitardados. O espetáculo tem no elenco Eliaquim Maia, Aurélia Nogueira, Iraine Duarte, Jonatas Barbosa, Joubert Paiva e Paulo Batalha sob a direção teatral de Tedd Mac. Os ingressos podem ser adquiridos a R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia entrada) na loja Ponto Branco do Tropical Shopping (Av. Cel Colares Moreira, 400) ou na bilheteria do teatro. O espetáculo é indicado para maiores de 14 anos.
Para maiores informações, entrar em contato através dos telefones 8137-9510 / 8885-5674 ou pelo e-mail teddmac@gmail.com

sábado, 4 de julho de 2009

INTERDISCIPLINARIDADE EM FOCO

Mostra de Línguas movimenta alunos do IFMA no estudo da diversidade na literatura
Texto e fotos de Talita Guimarães
Colaboração: Talissa Guimarães

Na tarde da última sexta-feira (03), a área de vivência do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) se transformou em um grande espaço de exposição do panorama mundial da literatura e as influências culturais, artísticas, políticas, econômicas e sociais ocorridas no mundo desde a década de 1920. Foi a Mostra de Línguas das turmas de terceiro ano, que sob coordenação das professoras Danielle Ferreira e Cláudia, do Departamento Acadêmico de Letras do IFMA, movimentou os alunos na produção de uma exposição com três cenários temáticos no pátio: uma rádio onde os famosos LP’s eram destaque, uma arena de exposições com cartazes e um painel informativo sobre música e literatura e ainda uma tenda com a exposição oral sobre processos migratórios, onde os alunos caracterizaram-se de acordo com os povos explicados: europeus, latinos, africanos e asiáticos.

A atividade foi uma iniciativa da Professora Danielle Ferreira, que leciona Língua Portuguesa e Literatura para as turmas da terceira série do curso técnico em Desing Gráfico e Desing de Produto. Segundo a professora, o trabalho foi inspirado na proposta do livro didático de autoria de Tereza Cochar, que será adotado em 2011. A ideia proposta no livro é de desenvolver uma revista falada sobre literatura e o panorama mundial dos chamados tempos modernos. “Aproveitamos a proposta da revista falada na tenda, para explicar os processos migratórios das décadas de 1920 e 1930. Mas adaptamos o trabalho para aproximar a produção da área de atuação dos cursos, assim os alunos de Desing de Produto ficaram responsáveis pela migração porque poderiam trabalhar objetos, cores e outros aspectos específicos. Já a turma de Desing Gráfico pôde trabalhar com a confecção dos cartazes sobre música, cangaço, a obra de Jorge Amado e o Olodum.” explica Danielle. Um outro aspecto que a professora ressaltou no desenvolvimento da Mostra, foi a questão da interdisciplinaridade. O trabalho em conjunto com a professora de Inglês, Claúdia ampliou o alcance do estudo das turmas e possibilitou uma integração entre os assuntos estudados em ambas disciplinas . “Os alunos estudaram estrangeirismos e a influência da língua inglesa e prepararam um número também em que vão cantar uma música dos Beatles!”,afirma a professora.

Para falar sobre “A Diversidade na Literatura”, o conteúdo abordado durante a Mostra de Línguas foi desdobrado em várias ramificações, com a seguinte programação: 1) Brasil Anos 60: a classe média vai ao paraíso; 2) Rádio, com a participação especial do cantor e compositor Jô Santos; 3) Migrações no Brasil; 4) Seca: realidade e ficção; 5) O que é que a Bahia tem?; 6) Mais um momento de rádio, onde o público pode conferir desde a Bossa Nova até a música de protesto; 7) Robin Hood Brasileiro.

Assim, o que poderia ter sido apenas mais um seminário em sala de aula, se transformou em um momento de atividade interdisciplinar e integrada, com o desenvolvimento de um trabalho melhor elaborado pela turma, além da chance de relacionar os conhecimentos específicos de cada curso com a produção da exposição. “Os alunos ficam nervosos quando apresentam seminário em sala de aula, valendo nota. Não é produtivo porque cada equipe se concentra apenas na sua apresentação e acaba perdendo o conteúdo que os colegas preparam e que no fim formam o conhecimento necessário. A proposta de expor no pátio faz com que a turma trabalhe com mais motivação e possa aliar outras disciplinas, como por exemplo, a geografia que os alunos pesquisaram para falar sobre a seca e a obra de João Cabral de Melo Neto”, fala a professora Danielle.

Os alunos concordam que a proposta foi mais produtiva e já lembram que é bom trabalhar desse modo porque já podem visar o novo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) que traz um modelo de prova interdisciplinar e esse ano será o principal meio de ingresso às universidades do país. “É legal estudar dessa forma, porque é mais dinâmico”, apoia a estudante Mayanne Serra que apresentou painel com o “Estudo Geográfico da Seca no Nordeste”. E quanto à parte que mais gostou, Mayanne não hesita: “Saber mais sobre a moda da década de 60. Porque era tão diferente, o que pra nós parece inusitado, mas naquela época era normal”, afirma sorridente lembrando a encenação apresentada na arena em frente a biblioteca do Instituto, onde uma equipe montou o programa “Juventude Show”. As alunas “entrevistaram” uma estilista da década de 70, que apresentou a minissaia e as botas como tendência da época, e o “programa” contou ainda com a participação de Janis Joplin falando sobre suas músicas e o festival de Woodstock, fora o momento do patrocinador, típico da época e a chamada ao vivo de um repórter noticiando o assassinato do estudante Edson Luís, no estopim da ditadura militar.

A tarde de exposições contou ainda com encenações da obra de Jorge Amado e a apresentação dos alunos cantando “All my loving”, sucesso dos Beatles, acompanhados dos violões de Jô Santos e João Felipe. Por fim, o cantor e compositor Jô Santos acompanhou ainda o estudante Gildson, cantando Chico Buarque e encerrou a Mostra tocando canções da Bossa Nova acompanhado da percussão de Fernanda Viegas e da gaita de João Felipe.

Confira abaixo as fotos da Mostra de Línguas "A Diversidade na Literatura" das turmas do Terceirão em Desing do IFMA:

Estudantes organizam espaço na área de vivência do Campus Monte Castelo: painel, arena e rádio
Jô Santos apresenta canções dos movimentos musicais brasileiros: Bossa Nova, Jovem Guarda e Tropicália. Estudante João Felipe, da turma de Design Gráfico, acompanha Jô Santos no violão.
Programa "Juventude Show" apresenta últimas tendências da moda dos anos 70 e entrevista Janis Joplin. A influência norte-americana na música e na moda do panorama mundial.
Momento do patrocinador: Raphael, da turma de Desing Gráfico, faz anúncio do sabão em pó OMO, "patrocinador" do "Juventude Show". À direita, Isaque Mota e Geisa Assunção cantam cordel de Ferreira Gullar.

Rádio expõe LP's de sucesso, entre eles, Roberto Carlos, Gal Costa e Waldick Soriano. Estudante Gildson fala sobre movimentos musicais.

Dentro da tenda, estudantes apresentam revista falada sobre processos migratórios das décadas de 1920 e 1930. Da esquerda para direita: Priscila fala sobre imigrações asiáticas; Erick explica sobre os povos africanos; Kelson Carlos aborda "La influencia del latinos en Brasil"; Camila Chaves caracteriza-se de europeia para falar sobre italianos, franceses e portugueses; Jacyara faz explanações sobre as influências americanas, entre elas a Coca-cola; Klycia Castro e Vladiélem Pereira fazem uma grande explanação sobre migrações internas e entrevistam imigrantes; Alana e Kátia recitam trecho de "Morte e Vida Severina" de João Cabral de Melo Neto; João Vitor aponta fatores da Crise de 29; Priscila fala da chamada "Arte seca"; Mayanne Serra apresenta o "Estudo Geográfico da Seca no Nordeste".

Estudantes encenam trechos da obra de Jorge Amado e apresentam peça sobre cangaço.

Bruno explica sobre sucesso mundial dos Beatles; Turmas de desing cantam "All my loving" dos Beatles; por último, Sóstenes na rádio
Jô Santos acompanha João Felipe; Gildson solta a voz acompanhado de Jô Santos e Fernanda Viegas; Mayara Serra, de Desing Gráfico, faz breve retrospecto sobre a história da Bossa Nova
Parte das turmas de Desing Gráfico e Design de Produto com as professoras organizadoras da exposição, Danielle e Cláudia.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

QUALIFICAÇÃO EM FOCO


Para jornalistas e focas
O Curso Damásio (do Complexo Jurídico Damásio de Jesus) oferece em São Paulo e em mais 85 cidades brasileiras, entre elas São Luís, o curso Simplificando o Direito para Jornalistas entre os dias 14 e 16 de julho, no perídodo da tarde. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas na unidade licenciada do curso na capital maranhense, localizada na Avenida Castelo Branco, 590, 2º andar, São Francisco. Para maiores informações, os interessados devem entrar em contato através do telefone 3235 1999 ou pelo e-mail unidade_saoluis@damasio.com.br.

Clique no cartaz acima para ampliá-lo
Para conferir o conteúdo programático do curso clique no link a seguir: http://preparatorio.damasio.com.br/?page_name=curso_jornalismo