quarta-feira, 15 de julho de 2009

REFLEXÃO EM FOCO

Eternidade: uma glória ao alcance de todos
Por Talita Guimarães

Desde que se tem registro da presença humana na Terra, sabe-se que o homem procura entender o que tem por trás da sua existência no universo. Durante todo o período em que marcamos nossa presença no mundo, exercemos diversas funções na sociedade e muitos de forma intensa mesmo sabendo que um dia tudo o que sentimos e somos irá desvanecer completamente.

Desvendar os segredos da linha da vida tem sido a maior das indagações do homem, que mesmo consciente de sua passagem efêmera pelo mundo, tem nas mãos o poder de tornar eterno tudo aquilo que lhe torna absolutamente individual e por isso intransferível, mas ainda assim, poucos de nós sabem como fazê-lo.

Imortalizar nossos atos independe de nossa vontade exclusiva, uma vez que somos diversas vezes vítimas daquilo que falamos e fazemos, sendo assim difícil exercer a arte de tornar-se eterno naquilo que temos de melhor. E isso depende muito mais do valor com que exercemos nossas vontades e anseios do que pensamos.

O ser humano é capaz de guardar na memória muito do que marca sua vida e esquecer o que é insignificante. Por isso costumamos lembrar de fatos considerados importantes e mais do que isso, fatos incomuns, como surpresas, novidades e curiosidades. É por conta disso que as pessoas que fazem coisas diferentes costumam ganhar destaque na lembrança de muitos.

Contudo é legal ressaltar que não só o diferente merece destaque, mas também o belo, o interessante e tudo aquilo que for engrandecedor. Prova disso é a facilidade que temos em listar pessoas que já morreram há muito tempo, mas foram eternizadas através de seus serviços e idéias prestadas à humanidade. Grandes filósofos, cientistas, escritores e tantas outras personalidades preocupadas para que seus melhoramentos perdurassem por muito mais tempo que a existência de seus criadores.Todos homens e mulheres imortalizados na memória de todas as gerações seguintes por suas grandes idéias.

Infelizmente, outras pessoas conseguiram eternizar-se por graves desserviços prestados à humanidade, como por provocar guerras cruéis e matanças e carregar não a admiração e o reconhecimento, mas o ódio e a vergonha das gerações posteriores às suas, por seus ideais lamentáveis e catastróficos.

Dessa forma, todas essas considerações nos levam a crer que a eternidade está sim ao alcance de todos, e que mais importante que ter o corpo imortal é ter uma idéia e uma atitude que possa fazer o diferencial melhorando de forma significativa a vida de todas as pessoas ao longo dos tempos. O que cabe, portanto, a cada um de nós, é eternizar-se naquilo que sabemos fazer de melhor, proporcionando as outras pessoas, quiçá gerações futuras, nossas grandes idéias e melhoramentos.

Um comentário:

Talita Guimarães disse...

Caros leitores,

esse texto foi escrito originalmente em janeiro de 2007 e publicado no antigo Suplemento Galera, do Jornal O Estado do Maranhão.

Para desanuviar um pouco a carga de críticas e falações sobre diplomas, profissionalismo e afins, desenterrei-o para que possamos parar e refletir um pouco sobre tudo aquilo que de fato nos motiva a continuar acordando todas as manhãs e enfrentando essa série de desafios que se instalam no caminho a cada dia.

É importante pensar um pouco sobre o valor do que estamos fazendo em vida. O "Ensaios..." crê que seja essencial ter consciência de que todos temos algum potencial e podemos desenvolvê-lo de forma produtiva para todos. Afinal, não é justo ter uma vida desperdiçada com mediocridade, tampouco é correto direcionar um potencial para algo improdutivo.

É sobre o tal "ecoar na eternidade" que essa postagem pretende refletir. Para que todos possamos lembrar que tudo de bom que fazemos permanece e é isso que realmente dá sentido ao tempo que passamos por aqui.

Afinal, é o nosso melhor que deve ficar.

Boas reflexões,

Talita Guimarães