sábado, 30 de janeiro de 2010

SAUDADE EM FOCO

"Eu sinto muita saudade. Você é contemporânea...". A letra da canção "Catavento e Girassol" fala de duas pessoas que mesmo diferentes, se completam em alguns pontos. Mas sobre sentir saudade, será que existe alguém que nunca tenha sentido falta de nada nem de ninguém pelo menos uma vez na vida? Boa reflexão para hoje: dia da saudade.

Hoje, 30 de janeiro, é dia da Saudade. Um sentimento que guarda pólos positivos e negativos, alegrias e tristezas. E que sendo um substantivo abstrato, não pode ser apalpado, apenas sentido. E cá entre nós, sentir já é muita coisa. Aliás, sentir saudade significa mais do estar simplesmente só. Ter saudade ou ficar saudoso está ligado ao sentimento de ausência de algo que por algum motivo não nos pertence mais. A companhia de pessoas, momentos agradáveis, lugares especiais e até coisas que guardem alguma utilidade ou significado especial podem despertar o sentimento de saudade.

Sinto muita saudade de muitas coisas, pessoas e situações. Tenho imensa saudade da infância e de como tudo parecia ser mais fácil e verdadeiro. Depois disso, tenho saudade dos meus brinquedos, que o tempo por algum motivo não conservou nas minhas estantes. Entrementes, a única época de escola da qual sinto falta (olha o sentimento de ausência aí) é de quando estudei no CEFET (hoje IFMA). Sinto falta dos colegas de turma, dos professores, do clima da escola. Foi um lugar especial, que me trouxe muitos amigos e me acolheu quando precisei fazer decisões e precisei de apoio. Sinto saudades da família, que mora longe e está espalhada por tantos estados desse Brasil. A exatos nove meses, perdi minha avó. Foi quando conheci a saudade que causa dor e provoca tristeza. Tive que aprender a lidar com essa dor e transformar a saudade tristonha e dolorosa em esperança. Perto dessa perda, houve a do grande mestre da cultura maranhense Antônio Vieira. Expressei o pesar aqui no blog, na época de seu falecimento. Também deixou saudades.

Entre tantas coisas que provocam esse sentimento, acho que a maioria deve estar ligada a coisas que nossos valores consideram boas. A dor e a tristeza vêm, quando a saudade que guardamos nos leva a pensar que aquilo nunca mais será nosso. E aí é preciso pensar bem, porque uma saudade que causa dor aparentemente irreparável pode ter consequências muito negativas.

No fim das contas, é bom ter saudades. Faz parte da vida, lembrar de coisas agradáveis que valeram a pena viver e guardar na memória. E como todos nós um dia seremos apenas saudades, é bom viver deixando um pouco do que temos de melhor por aqui.

Como disse na mensagem de fim de ano, mais importante que as perdas são os ensinamentos. Aquilo que ensinamos é o que fica e faz toda a diferença. Para ter saudade boa, revejo fotos da vovó ouvindo a cativante música do Mestre Vieira. É bom saber que eles ainda estão de alguma forma por aqui. Deixaram um pouco de si.

Feliz Dia da Saudade!
Para quem quiser ler mais sobre esse sentimento e se encantar com a música de Raul Seixas, basta visitar os links abaixo.
- O site Spectrum Gothic traz um texto bonito e informativo sobre saudade.
http://www.spectrumgothic.com.br/gothic/saudade.htm
- Já o site Letras do portal Terra traz a bem humorada canção de Raul Seixas sobre o dia de hoje.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

INSPIRAÇÃO EM FOCO

Ensaios em Foco tem dado alguma atenção a primeira pessoa e a literatura ultimamente. Estamos aproveitando as férias da faculdade para respirar literatura, poesia e um pouco de inspiração... Chance de refletir e descansar do estresse. Aproveitem e inspirem-se também. Links para outras boas reflexões no fim do post.

Quando um escritor está com a mente bloqueada, sofrendo de uma terrível crise criativa, parece que o mundo vai acabar. Nada tem graça, tudo perde o sentido, a vida parece sem cor, sem gosto, sem som, vegetativa. Eu, por exemplo, fico extremamente mal humorada e acabo fechando os olhos e ouvidos para coisas interessantes que rendem bons textos.

Mesmo nesse momento, o escritor se sente compelido a transformar o que se passa em palavras escritas. Talvez, isso explique o fato de muitos poetas escreverem sobre inspiração e muitos prosadores falarem sobre porque escrever.

Recentemente, escrevi um post especial para o blog Badulaques. Nele, tentei falar sobre a forma como me relaciono com a literatura e a função que ela ocupa na minha vida. Dei ao post o título de “Sopro de Inspiração” e saí escrevendo o porquê de eu gostar tanto de ler e escrever e a forma como fico encantada com a leitura de livros que marcam gerações e emocionam sempre que lidos e relidos.

Ainda sobre a peleja inspiração e crise criativa, veio a ideia de falar sobre o que motiva alguém a escrever após ler o comentário de um leitor do Badulaques que pedia a minha opinião sobre a forma de proceder em caso de falta de inspiração. Bom, se eu sinceramente tivesse um antídoto, uma fórmula, uma resposta, talvez fosse um escritora de sucesso com mil e um livros emplacados, mas bem, sou mortal e não sei como proceder para findar uma terrível crise criativa.

Contudo aprendi algumas coisinhas com a crise. Experiência de vida é sempre aquela coisa intransferível de que fala o saudoso Stanislaw Ponte Preta em seu livro “Dois amigos e um chato”. De fato, não há como viver e aprender coisas novas sem desfrutar de experiências a cada dia. Sendo assim, crise como experiência pode guardar oportunidade. Como a busca de inspiração é constante, não deve ser diferente do cuidado que tomamos quando queremos ter aquele estalo mágico, a luzinha que acende aparentemente do nada.

Antes de se torturar e chorar pelos cantos por não ter inspiração, é preciso lembrar de parar e ir buscar ter vivência, para então ser capaz de bater os olhos nos detalhes e tirar alguma poesia deles.

Pensar e repensar. Criar possibilidades. Viver e ter a mente aberta. Considerar o que as pessoas falam. Beber seus gestos e reações. Ler bastante. Essas são as coisas que sempre ajudam quando as ideias originais nos faltam. E foi mais ou menos isso que eu disse ao leitor que comentou no Badu. Mas o que realmente há por trás de um momento de inspiração é realmente inexplicável. E nem há como prever, nem se preparar de fato. Apenas aproveitar e ser feliz.

Assim que enveredei de vez pelo caminho das letras, o professor Jorge Leão deixou em um comentário aqui do blog a seguinte frase: “A literatura é um caminho árduo, mas de grande elevação espiritual”. Devo concordar que seja árduo, porque um texto sempre envolve um pensado e repensado processo de criação. Coisa que às vezes pode até levar dias. E quanto a elevar o espírito, sei que vale a pena escrever quando compartilho com amigos-leitores a impressão feliz de causar alguma sensação em quem lê. Antes mesmo disso, costumo me divertir escrevendo. Soube desde criança que era o que gostava de fazer e não foi difícil optar pela profissão que me permite escrever e trabalhar com seriedade o retrato daquilo que é nossa sociedade. E nesses termos, Jornalismo também tem se mostrado um caminho um tanto árduo.

Para ilustrar um pouco do que é esse momento em que escritores e poetas sofrem em busca de novas ideias, trago um poema intitulado “Inspiração” do escritor, jornalista e também poeta Leonardo Schabbach. Resta saber em que estado poético estava Schabbach ao escrever esse poema. Seria uma forma de expressar e extravasar, através da poesia, um momento de crise? Tirar dela a oportunidade? Ou ainda aproveitar a sensação, já passada, para criar? O que daria meio que no mesmo. Tirar da experiência, a oportunidade. Inspirar-se.

Segue o poema:

“Inspiração”
(Leonardo Schabbach)

A inspiração entrou pela janela
assim que decidi tomar um ar.
Sentei e conversei com ela,
perguntei se podia me inspirar.

A tarefa, disse ela, é complicada,
me pediu dois bolinhos e um chá.
A noite foi, então veio a madrugada;
a inspiração e eu a conversar.
Metódica, do chá tomava um gole
a cada dois pedaços de bolinho.
É preciso primeiro matar a fome,
para depois descobrir o seu caminho.

Gesticulava e com os gestos desenhava
poemas concretos, poemas-bastão,
como aqueles da química escolada;
fórmulas, carbonetos, combustão.
Me surpreendeu, também era matemática,
se transformou em números na minha frente.
Assustado, gritei "Senhora?" de repente,
ela virou-se para mim e disse "fática"!
Corri e rabisquei no meu caderno
ela leu e olhou com reprovação.
Tinha escrito poemas de inverno,
ela queria poemas de verão.
Irritado, a coloquei para fora,
ela nada tinha a ver com os meus poemas.
E hoje quando escrevo tenho problemas
por causa de uma inspiração que chora.

Para quem quiser conhecer mais do trabalho de Leonardo Schabbach, vale a pena conferir o blog do autor “Na Ponta dos Lápis”. E para quem quiser dar uma espiada no texto publicado no Badulaques basta ir no link
http://badu-laques.blogspot.com/2010/01/pra-que-escrevo.html

Na Ponta dos Lápis
Badulaques

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

JIPE DA COMÉDIA EM FOCO


Segunda chance para rir

Sexta-feira, 22, a partir das 19h30. Dessa vez quem recebe os meninos do Jipe da Comédia é o Teatro Alcione Nazaret no Centro de Criatividade Odylo Costa, Filho, na Praia Grande. Mais uma vez show de stand up comedy com direito a improviso e personagens. Os ingressos custam R$ 10,00 (inteira, ou como diriam os meninos "para trabalhadores") e R$ 5,00 (meia entrada).


Jônatas e Paulinho no jogo de improviso na última quinta-feira, estreia do Jipe.




Estreia com show de improviso e convidados especiais. Da direita para a esquerda: Paulinho Batalha, Jônatas Barbosa, Eliaquim Maia e Iraíne Duarte.


Vale a pena conferir o show de humor dessa nova geração de comediantes maranhenses.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

ALLAN POE EM FOCO

No aniversário de nascimento do mestre dos contos fantásticos, Ensaios em Foco analisa os contos mais famosos de Edgar Allan Poe

Hoje, comemora-se 201 anos de nascimento do ícone da literatura mundial Edgar Allan Poe. Norte-americano, o escritor revolucionou a literatura com contos fantásticos e histórias aterrorizantes. Sob uma narrativa crescente e intrigante, Allan Poe revelava pesadelos e o que há de mais profundo na alma e na mente humana.
Segue abaixo uma reprodução* do site G1 que traz uma tela com a imagem rara do autor jovem.


Um raríssimo retrato do escritor norte-americano Edgar Allan Poe será exposto no próximo sábado (23) e domingo (24) em Baltimore, nos EUA. Nesta terça-feira (19) é comemorado o aniversário de 201 anos do nascimento do poeta e contista. Feito em aquarela por A.C. Smith, o retrato é acompanhado de um esboço, e ambos mostram um Poe jovem e sem bigode, diferente das mais conhecidas fotografias tiradas pelo autor perto do fim da vida. A casa de leilões Cowan, de Cincinatti, vai leiloar o retrato em junho deste ano. (Foto: AP) *

Agora você confere uma análise sobre dois contos do autor, como dica de leitura. São eles o famoso "O Gato Preto" e o intrigante "O Caixão Quadrangular".

O Caixão Quadrangular

Por Talita Guimarães

O conto “O Caixão Quadrangular”, escrito por Edgar Allan Poe, trata da estória de um homem que durante uma viagem de navio para Nova York tem sua vida transformada em vista de um mistério desvendado. A narrativa gira em torno da presença de uma bagagem de formato curioso: um caixão quadrangular. O objeto pertence ao amigo do narrador, o jovem artista Cornélio Wyatt, que viaja acompanhado de suas irmãs e sua esposa. O que desperta a curiosidade do personagem é o fato do caixão quadrangular ser acomodado no quarto do artista.

Há ainda, a estranha reserva de camarotes excedentes para a família que somada a presença do insólito objeto, instiga o narrador a imaginar inúmeras justificativas, sendo uma mais improvável que a outra. Tudo culmina, em sua imaginação, com a demonstração de insanidade do amigo a partir do apego extremado ao objeto e também na decepção em conhecer sua digna esposa, outrora descrita demasiadamente como exemplo de formosura. Uma tempestade surpreende a viagem levando o navio ao naufrágio. Nesse instante, o narrador percebe claramente a loucura do amigo, quando este, tomado pelo pânico em deixar o caixão para trás se atira ao mar na tentativa de levar o objeto consigo e ambos afundam. Todo o mistério em torno do real conteúdo do caixão é revelado meses depois pelo capitão Hardy, que o Sr. Wyatt usava o caixão para o translado do corpo de sua verdadeira esposa.

Depreende-se, assim, com a leitura do conto que Poe trabalha com maestria os mistérios da morte, aprofundando-se em certos estados da mente humana, como se pode observar quando passeando com Sr. Wyatt, o narrador estranha a reação do amigo ao mencionar o caixão de forma direta a fim de uma explicação. O comportamento perturbador caracterizado por gargalhadas histéricas e em seguida um estado de transe leva o personagem a constatar definitivamente que seu amigo está louco.

Dessa forma, independente desses aspectos, o que há em Edgar Allan Poe é um talento narrativo e uma forma criadora que transforma a literatura de uma forma original, já que é fato que Poe foi um dos precursores da produção literária científica e fantástica. O que faz do autor um mestre no terror, é sua facilidade em produzir contos verossímeis e aterrorizantes, fato decorrente do elo construído entre si e os personagens, uma vez a notabilidade de contos exclusivamente escritos em primeira pessoa. Há, entre Poe e seus personagens, uma passagem de medos e anseios, vontades e desejos, que fazem de seus contos, histórias de natural aceitabilidade.

O GATO PRETO
“...creio que a perversidade é um dos impulsos primitivos primários que dirigem o caráter do homem.”(Edgar Allan Poe)

Por Talita Guimarães

No conto “O Gato Preto”, do escritor estado-unidense Edgar Allan Poe, nota-se com clareza a presença do fantástico e imaginário do autor, em uma história cujo foco maior é a perversidade inerente ao homem de instintos incontroláveis e proeminentes. Narrado em primeira pessoa, característica peculiar à obra de Poe, o conto designa ao personagem uma série de acontecimentos de natureza estranha decorrentes de suas atitudes descontroladas em virtude de seu lado perverso mostrado como fraqueza de espírito. A perversidade tratada na história assemelha-se a frase do iluminista Rousseau, que diz “O homem nasce bom, a sociedade é que o corrompe”. A passagem “... creio que a perversidade é um dos impulsos primitivos primários que dirigem o caráter do homem.” explica-se pela corrupção que o homem sofre uma vez parte integrante da sociedade. Entende-se, então, que o alcoolismo que impulsiona a perversidade do personagem é um vício adquirido dentro do âmbito social.

Um trecho do conto que faz paralelo a essa questão é onde o personagem afirma que em sua infância foi puro e meigo de coração quando referido a cuidados com animais. Crê-se com isso que o personagem era, de início bom, mas ao entrar em contato com a sociedade foi corrompido tornando-se perverso.

sábado, 16 de janeiro de 2010

HUMOR EM FOCO

Sobre humor stand-up e formação de plateia

Na última quinta-feira, 14, fui obrigada a estar em apenas um dos eventos aqui anunciados. Por uma lógica questão de não poder estar em dois lugares ao mesmo tempo, tive que recorrer ao bom senso e ao evento cujo comparecimento do Ensaios em Foco seria mais viável. Sendo assim, fui conferir o humor stand-up que o Jipe da Comédia, em sua estreia no Teatro João do Vale, apresentaria ao público.

Comédia stand-up, é bom lembrar, também é conhecida por humor cara limpa, o que significa que os atores subirão ao palco sem o auxílio de elementos cênicos que complementem uma possível interpretação. Sendo assim, o sucesso de uma apresentação de cara limpa está todo concentrado no conteúdo das piadas e na criatividade do humorista em tirar do cotidiano das pessoas, coisas simples que divertem quando encaradas na dose do bom humor que beira ironia e sátira. As pessoas gostam de ser apresentadas a um olhar bem humorado da realidade, pois o dia a dia nem sempre permite que as mais corriqueiras situações sejam encaradas com bom humor. Como diria Leon Eliachar, um dos melhores jornalistas de humor da imprensa que o Brasil já teve, “Humorismo é a arte de fazer cócegas no raciocínio dos outros.” O stand-up está na categoria mais pura desse conceito.
Pois bem, com Paulinho Batalha e Jônatas Barbosa a frente do espetáculo sob produção de Ione Amorim, a primeira apresentação em teatro do Jipe da Comédia foi assistida por um público predominantemente jovem, que aguardava ansioso por boas gargalhadas e parecia se sentir bem a vontade com os atores, interagindo de forma entusiasmada com a apresentação.
Quem subiu ao palco primeiro foi Jônatas Barbosa, 19 anos, conhecido pelo público de apresentações em escolas e participações especiais nos shows Comédia em Pé e Deznecessários. Despido do divertido personagem Mestre, apresentado ao público no espetáculo Os Reitardados, Jônatas entreteu o público com uma presença de palco bem marcada, tanto pela iluminação quanto pelas boas tiradas do cotidiano jovem, usando como pano de fundo a realidade maranhense. O humorista brincou com o quanto se gasta para namorar, simulando o comportamento dos namorados no começo e no meio do namoro. Arrancou gargalhadas da plateia ao satirizar o grau de insatisfação da humanidade, quando ninguém parece se conformar com aquilo que tem. “Ouvi dizer que a Angelina Jolie tava com depressão. Caaara, ela namora o Brad Pit!!! Se ficar comigo morre, né? Quer ver só? Liguei pra Leila Lopes pra dizer que tinha visto o filme dela e ela se matou!”. Fez piada ainda com a explosão das “mulheres fruta”, programas de tv que alienam e o comportamento sexual dos jovens.
Em seguida, chamou Paulinho Batalha falando do colega de grupo como grande referência. Aliás, aclamado pelo público, Paulinho foi recebido sob grandes aplausos. A plateia parece já conhecer o rapaz de apenas 18 anos, estudante de Engenharia Elétrica do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), humorista. O que se vê antes, durante e depois do espetáculo é fato: a figura de Paulinho Batalha arrasta em São Luís um grande grupo de jovens e adolescentes. Magnetismo fruto de muitas apresentações pela cidade em participações nobres nos espetáculos Comédia em Pé e Deznecessários. Público, que desde então vem acompanhando os meninos pela internet segundo afirma Paulinho, humilde. Entretanto, quem assiste, garante: uma incontestável veia humoristíca apresentada nos palcos maranhenses é o motivo de ser acompanhado por um público tão fiel. Veia aliás, que por algum motivo só se aflora nos palcos. Pessoalmente, Paulo é muito contido.
Em cena, a cara limpa de Paulinho trouxe para a plateia, que tinha a presença nobre de Cícero Filho, diretor do filme “Ai que vida!” e parte da equipe de produção do novo filme “Flor de Abril”, comentários bem humorados sobre a nomenclatura comum nas festas de fim de ano para o amigo secreto ou invisível. “Eu sempre tiro gente que não conheço. E depois esse nome não tem nada a ver com a brincadeira. Amigo secreto é quando a pessoa é minha amiga, mas ninguém pode saber! Já invisível é quando eu não vejo a pessoa, ué!”. Sobre os tempos modernos, Paulinho brincou com a moda e a internet. “Antigamente quando uma pessoa não gostava da outra, mandava matar. Hoje, quando você tá com raiva de alguém, bloqueia no msn!”. Entre outros temas, o humorista lembrou ainda das dublagens de filmes americanos e impressionou pela imitação das vozes de Sílvio Santos e Lombardi.
Três humoristas fizeram participações especiais no espetáculo do Jipe da Comédia. Foram eles o piadista Fumaça, já conhecido pelas aparições no show de piadas do programa Show do Tom; Eliaquim Maia e Iraíne Duarte, ambos da Sociedade de Artistas do Maranhão (SAM), conhecidos também da safra vinda de Os Reitardados.
Nesse sentido é importante destacar que o humor feito pelo Jipe da Comédia tem público predominantemente jovem, em parte porque seus atores são extremamente jovens também. Falam em uma linguagem que se aproxima do público e trabalha a identificação dos espectadores com o cotidiano. Jovens humoristas, é bom lembrar, mas de talento nato, que divertem na cara limpa, literalmente. Com auxílio de um bom texto sim, assinado pelos próprios comediantes, mas com perceptível capacidade de criação e improvisação. E o público pôde conhecer esse momento dos atores durante a última parte do espetáculo, dedicado ao show de improviso em que a plateia foi convidada a sugerir situações e propor frases soltas para que os humoristas criassem na hora situações hilariantes.
Quem roubou a cena com tiradas rápidas e criativas foi Eliaquim Maia, que também esteve impagável na criação improvisada de um caranguejo. O jogo de improviso foi comandado por Iraíne Duarte que recebia as indicações da plateia e orientava os atores em cena. Encarnando o ponto de firmeza e organização entre os três humoristas, Iraíne foi a presença feminina em cena e se fez notar pelas rápidas frases de comando aos meninos e o tom engraçado de dialogar com eles.
Ao fim, o reconhecimento do talento do grupo veio em forma de aplausos de pé e quando as luzes do teatro foram acesas, os atores reconheceram em voz alta as pessoas da plateia: um público de fãs e amigos, que aumenta a cada apresentação.
Curiosidades:
- Cada humorista assina e dirige seu próprio texto, no stand-up.
- Paulinho tem 18 anos e Jônatas 19. E estão juntos a cerca de três meses formando o Jipe da Comédia.
- Iraíne Duarte, 20, e Eliaquim Maia, 17, são da Sociedade de Artistas do Maranhão (SAM) e foram os convidados especiais da primeira apresentação do Jipe da Comédia.
- Iraíne Duarte cursa Biologia na Universidade Federal do Maranhão (UFMA).
- Os quatro já estiveram juntos em apresentação de monólogos de personagens no espetáculo Os Reitardados, apresentado em São Luís em julho de 2009.

Para conhecer e acompanhar:
Jipe da Comédia
Twitter: @paulinhobatalha ; @jonatasbarbosa .

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

CINEMA E TEATRO EM FOCO

Quinta feira para cinéfilos-filósofos e amantes do standy-up comedy em São Luís

A próxima quinta-feira (14) vai pregar uma peça em quem curte cinema e teatro em São Luís. Para quem vive reclamando do ócio e da falta de programação cultural na ilha, o dia 14 de janeiro de 2010 vem chegando com uma dobradinha cultural para ninguém botar defeito, apesar de pressionar espaço na agenda. Então anota aí: Cine Filosófico no IFMA e Jipe da Comédia com Paulinho Batalha e Jônatas Barbosa no Teatro João do Vale. E agora?

O último Cine Filosófico da temporada 2009 exibe na próxima quinta, a partir das 18h30, o filme "Escritores da Liberdade" na sala de multimídia do Instituto Federal do Maranhão - Campus Monte Castelo. O filme conta a história da professora Erin Gruwell (Hilary Swank) e sua luta para dar voz própria a estudantes que vivem em meio a tiroteios e agressividade. O desafio da professora é combater o sistema deficiente de ensino e mostrar aos alunos que a sala de aula é um diferencial para a melhoria de vida.
Ganhador do Globo de Ouro, o filme apresenta a mudança que a educação exerce sob jovens até então considerados indomáveis que começam a aprender o valor da tolerância. "Escritores da Liberdade é um filme impactante e ao mesmo tempo surpreendente, sobretudo pela beleza e consciência política nele abordados, invocando a solidariedade e os laços de fraternidade como valores humanos indispensáveis", afirma o professor Jorge Leão.
Vale a pena conferir, lembrando que depois dessa exibição, o projeto dá uma parada e volta na primeira sexta-feira de março. Anotou? Exibição e debate de "Escritores da Liberdade", quinta-feira, 14, a partir das 18h30 no campus Monte Castelo do IFMA.
Agora se você quer rir a valer com humor standy-up, raro no estado, a noite de quinta-feira traz a estreia do Jipe da Comédia. A partir das 19h30 no Teatro João Vale, os jovens comediantes maranhenses Paulinho Batalha e Jônatas Barbosa apresentam o melhor da comédia standy-up (cara limpa) com monólogos, esquetes de personagens, show de improviso e ainda a participação especial de dois humoristas surpresa.
Segundo Paulinho Batalha, a grande abertura do Jipe da Comédia será com os monólogos de cara limpa, para em seguida entreter o público com a apresentação de personagens e ainda 30min de cenas improvisadas. Revezando-se com Jônatas Barbosa no palco, Paulinho adianta ainda que durante o show de improviso quem decidirá o rumo do espetáculo será a plateia.
Apesar de jovens, os dois atores já acumulam na bagagem alguma experiência seguida de reconhecimento por parte de grandes nomes do humor nacional. Em 2009, Paulinho e Jônatas fizeram apresentações especiais no espetáculo Comédia em Pé, abriram o espetáculo Deznecessários no Rio de Janeiro e apresentaram-se junto ao grupo Os Reitardados em espetáculo homônimo. Agora, estreando o Jipe da Comédia no teatro, a dupla pretende acumular uma legião, já aparente, de admiradores e apresentar humor que faça jus ao caminho já percorrido por ambos.
Então fica a dica: Jipe da Comédia com Paulinho Batalha e Jônatas Barbosa, quinta-feira (14) a partir das 19h30 no Teatro João do Vale. Ingressos a venda a partir das 17h30 do dia 14 na bilheteria do teatro ao preço de R$10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia para estudante). A indicação do espetáculo é para maiores de 14 anos.
E tem mais: promoção de estreia! Os 20 primeiros membros da comunidade do Jipe no orkut que convidarem cinco amigos para fazerem parte da comu, levam ingresso de cortesia para curtirem o show do dia 14. Então corre lá: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=96457427&tid=5416848676874249658&start=1 e se cadastra. O regulamento da promoção está no fórum da comunidade.
Ensaios opina - Difícil escolha, hein pessoal!? Mas vamos lá, não dá para simplesmente optar... Bom mesmo seria ir primeiro ao cine e curtir um bom filme seguido de um excelente debate e depois relaxar com a galera do Jipe... Mas, em todo o caso, as dicas estão dadas, escolha a que melhor lhe convir e divirta-se. Ensaios recomenda tanto o projeto Cine Filosófico, com seu caráter enriquecedor e cultural quanto os excelentes garotos do Jipe, de comprovado talento e veia para o humor. Ensaios lembra, inclusive, que os meninos Paulinho Batalha e Jônatas Barbosa já estiveram em posts por aqui, apoiando a realização das mobilizações solidárias há um ano atrás no IFMA.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

REFLEXÃO EM FOCO

Sobre crescer e ainda enxergar felicidade em coisas simples...
Por Talita Guimarães
Andava estressada, preocupada com o futuro, com a profissão. Responsabilidade é o que a gente mais acumula quando cresce. Talvez seja o preço que pagamos pela liberdade. Talvez muitos de nós não cresçam, mas sejam empurrados para a vida adulta em sociedade... Vai saber?!
O que sei é que se posso responder por mim, digo que nunca quis crescer no sentido de ser empurrada para a vida adulta. Sempre gostei de ser criança e enxergar a vida com olhos de infância. No entanto não pude parar o tempo, nem fazer regressar cada aniversário, nem a mania das pessoas de dizer "nossa, como ela está crescida!". Inevitavelmente, cresci. Avancei na escola, cheguei ao curso superior e falta pouco para ter uma profissão reconhecida por diploma. Trabalho em um turno e estudo no outro. Acho que posso ser chamada de uma quase adulta normal. E tenho certeza que não sou a única a passar por isso na vida.
Tenho apenas 20 anos e muito para viver, alguém pode dizer. Concordo plenamente. Mas, às vezes, duvido se teria realmente crescido. Eu posso estar sendo empurrada. Se meus pensamentos e ideais não se satisfazem com a realidade, posso achar que não estou compatível com a velocidade em que estou andando. Vai ver estou tendo que correr e não me dei conta. Tudo acontece tão rápido. Onde ficou a criança que desenhava histórias em quadrinhos e lia Stella Karr? Já já será jornalista.
Viajo em pensamentos, me perguntando sobre estar adequada a esse tempo em que vivo. Coisa de gente que se perde entre ideias e sonhos, desses que acometem a gente depois que se tem aula de filosofia e se treme só de pensar em ser corrompido ou alienado. Horas em que a gente para pra pensar na vida, no futuro que se quer e no presente que se vive e constrói.
E digo isso porque sou reconhecidamente chata com formalidades e responsabilidades e obrigações e mais aquelas coisas que alguém inventou um dia e todos acharam de seguir de olhos fechados. Sou virginiana e não que o signo justifique de todo o meu jeito perfeccionista ou metida a certinha de ser, mas é que ele não contradiz em nenhuma descrição de perfil sobre o modo de ser de quem nasce no dia que eu nasci. Tenho mania de perfeição sim, embora saiba que ela é inalcansável. Gosto de coisas organizadas, certas, confirmadas por pessoas de palavra. E se hoje digo que tenho neurose com formalidades, garanto que não nasci assim. Fiquei assim.
Mas ainda bem que chega uma hora em que o balão estoura e você fica vermelho de raiva por tudo dar errado. Gente como eu, aguenta enquanto pode, mas uma hora se descontrola por ver que o tal carro que você conduz pela estrada da vida acaba sendo obrigado a sair do asfalto e "desandar" do acostamento para a terra batida.
Vida em ordem, com a faculdade ensinando tudo, a bolsa de pesquisa revelando conhecimento, o trabalho pagando bem. Tempo sobrando para os estudos, a família e os amigos. Mundo perfeito? Viagem pura. Quem garante que tudo isso seja realmente tudo? Andei pensando, ouvindo as vozes pós-chacoalha e cheguei a sã consciência: existem coisas mais importantes que convenções, leis, formalidades, obrigações e até responsabilidades. E é nessas horas que agradeço a Deus por existir gente no mundo capaz de me dar um chacoalha e gritar palavras que me fazem sair do transe e da neurose.
Ainda bem que além disso tudo existe música, poesia e literatura. Cazuza canta "O tempo não para". A menina-poetisa me ensina que as palavras que somem quando já estavam na ponta da língua vão para o mesmo lugar que as lágrimas que a gente não chora. O autor de "O Mundo de Sofia" revela que a admiração pelas coisas que ainda não conhecemos é o que nos motiva a buscar uma vida mais feliz. O email do professor lembra que devemos dar oportunidade ao imprevisível. Existe vida além vestibular, prova de estágio, concorrência por emprego.
Ainda é possível ser feliz e tornar alguém feliz com coisas simples. Uma amiga que ganhei em 2009 soube reconhecer que a amizade que posso oferecer tem o gostinho especial de coisinhas gostosas do dia a dia, como vitórias do cotidiano e momentos breves de alívio. Ela escreve assim:

"Sabe quando vc passa de ano direto? Quando c ganha aquele presente que vc tava louco pra ganhar? Sabe aquela sensação boa de lamber o papelzinho do danone? Sabe as melhores coisa do mundo? São muito bobas, perto de Talita. Uma das pessoas mais inteligentes e legais que eu conheci neste ano."

Não sei o que disse ou fiz para fazê-la sentir-se assim, mas fico feliz em saber que não precisei planejar. Bastou ser espontânea, quase imprevisível. Dizer coisas simples, aprendidas na vivência e nas experiências. Começar a conversar sem querer prever os assuntos sobre os quais íamos falar. Afinal, tem coisa melhor que chegar em casa e tirar o sapato apertado? Ouvir riso de criança ou canto de pássaros às seis da manhã? E o que dizer de chegar em casa depois de onze da noite, tomar banho e se esticar na cama quentinha sabendo que você terá algumas horas sem precisar fazer nada mais que sonhar?
A vida é mais que estresse, ônibus lotado, acordar cedo e ser obediente a um chefe no emprego. A vida está nos segundos de abraço de um amigo, na visita da avó distante, na oração feita em frente ao mar minutos antes do ano novo, no sorriso da criança ao ver a cadeira alta do ônibus desocupada, no granulado do brigadeiro que ficou colado no papel... em coisas simples, espontâneas, imprevisíveis.
E quer saber? Nos intervalos de normalidade, mantenho um blog, maroco o orkut que resisti em fazer até que ameaçassem fazer um fake, visito amigos, tuito ideias, leio revistas e tento aumentar aos poucos minha micro biblioteca. Tenho paixão pela minha antiga escola e visito-a constantemente. Amo minha família.
Descubro amigos e lhes dou meu sorriso de criança. Aprendo que crescer é mais que assumir responsabilidades, é conseguir viver longamente com olhos de infância.

Obrigada a Juh Martins, por escrever sobre mim em seu blog. A menina-poetisa Rossana Barros por conversar comigo por uma longa tarde e me soprar sua poesia de forma tão natural. A Saulo Galtri por animar minhas férias nos longos bate papos no msn. Ao professor Jorge Leão por ensinar seus alunos e ex-alunos a nunca desanimar. A Juhbeu, por ser mais uma cefetiana que entra para o meu grande e adorado time de amigos. A minha mãe pelo chacoalha e as palavras mágicas, sempre firmes mas amigas, que me tiram da neurose. Ao Gil e a Mary, do Badulaques, por me lembrarem que o blog é um bom lugar para refletir. A Isaque, por ser doce e não esquecer as coisas que eu digo. Aos cantores, poetas e escritores que doam com amor e cumplicidade suas palavras e genialidades a pessoas que nem supõem conhecer.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

CINE FILOSÓFICO

Charles Chaplin abre Cine Filosófico em 2010

E é com a produção "O Garoto" (The Kid, 1921) que o Cine Filosófico dá as boas vindas aos debates sobre cinema e filosofia de 2010. A exibição do filme acontece na próxima sexta-feira (08) a partir das 18h30 na sala de mestrado do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), Campus Monte Castelo.

O longa-metragem conta, sob direção de Charles Chaplin, a história do bebê que é encontrado pelo adorável Vagabundo em uma lata de lixo. Daí para frente, Carlitos o adota e se passam cinco anos até que ele encontre a mãe da criança, agora uma famosa artista.

No elenco Charles Chaplin, Edna Purviance, Jackie Coogan, Carl Mille, Granville Redmond, May White e Tom Wilson.

O Projeto Cine Filosófico tem a coordenação do Professor Jorge Leão e desde 2005 une cinema a filosofia em debates semanais que apresentam filmes cujo enredo remetem a temas filosóficos. Em 2009, foram exibidos filmes como "O Menino do Pijama Listrado" (ver comentário em http://ensaiosemfoco.blogspot.com/2009/11/cine-filosofico-em-foco_18.html ), "Giordano Bruno", "Ladrões de Bicicleta", "O Grande Ditador", "Bicho de Sete Cabeças" e ainda o cine natalino com o "Ballet Quebra Nozes".

A entrada para o Cine Filosófico é gratuita. O IFMA - Campus Monte Castelo fica localizado na Avenida Getúlio Vargas, ao lado do Senai.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

2010 EM FOCO

E então, mais um novo ano se inicia. 2010 é o ano da vez. O que esperar desse novo momento no cenário mundial? Que previsões fizeram astrólogos, pais-de-santo e tantos outros com capacidades de vidência? Você, leitor! Que cor usou na virada do ano? O que deseja para 2010?
Muito para contar? Bom, e se começarmos a falar de 2010?
Copa do Mundo, Eleições Presidenciais no Brasil... Muito vai acontecer, surpreender, decepcionar, alegrar... Não há como prever de fato, nem é justo querer adivinhar. Vai começar uma faculdade? Vai se formar? Casar? Concluir uma pós?
Então, o que dizer no primeiro dia do ano?
Tantas questões foram propostas por todos os lados. Infelizmente, todas repetidas. Então, pensando em como chegar aos leitores na úlitma postagem do ano, fui assaltada pela dúvida. Talvez uma retrô 2009. Não! Pretensão demais. Quem sabe falar de cores e expectativas para o reveillon? Hum, tanta gente já explicou e conjecturou ideias para o novo ano... talvez seria só uma reprodução de definições e esperanças e cá entre nós, fica muito chato para você, leitor do blog, ficar lendo as mesmas coisas em lay outs diferentes, né? Então deixei que o ano acabasse com os bons e verdadeiros votos escritos no natal.
Mas 2010 chegou e bem, não há como fugir da primeira postagem do ano. Foi aí que minhas duas décadas de idade e cinco períodos de jornalismo nas costas me disseram para começar o ano do Ensaios em Foco com uma postagem jornalística sim, mas divertida. Falar do ano novo, mas sem repetir o que já foi dito e o que é dito todos os anos dos anos dos anos. Li alguns blogs e sites e suas postagens de tchau 2009-feliz 2010 e continuei sem saber o que fazer com o Ensaios em Foco.
Então que tal falar da própria casa, olhar para si e começar a enxergar a possibilidade de algo além do que já foi feito? Ano novo é mesmo propício para reflexão, então vamos parar rapidinho para falar em primeira pessoa. Sendo assim, o primeiro post do ano dá as boas vindas a 2010 e conta um pouquinho do que teremos por aqui nos próximos doze meses.
Sobre o Ensaios em Foco 2010, posso dizer que veremos por aqui um pedacinho do "pequeno bloco de anotações de uma estudante de jornalismo". Isso quer dizer que por aqui passarão impressões de quem está no último ano da faculdade, preparando monografia e estudando os últimos conteúdos básicos para a formação do jornalista. Faltam apenas dois semestres para que eu conclua o curso, então ano de monografia e formatura deve render!
A verdade é que será um ano corrido, dedicado a pesquisas e muito estudo. Em 2010, pensarei e respirarei jornalismo. Espero viajar nas teorias e conhecer na pele a prática. E isso não significa abandonar o "Ensaios..." mas usá-lo ainda mais e crescer junto com o espaço. Portanto, faremos por aqui, um ensaio do que for aprendido nessa "reta final". E nesse sentido, 2010 será o ano da inovação e da experimentação.
Sempre gostei de estudar a teoria e ainda penso que ela seja importante. Mas é interessante saber que a faculdade não pode ensinar tudo. Seria maldade com o conceito de "tudo" dizer que alguém pode ensinar tanto e em tão pouco tempo. A faculdade mostra um caminho e orienta na medida do possível. Cabe a cada um buscar o "mais" de que precisa para ser chamado de competente.
Bom, voltando as previsões... dizem que 2010 é o ano das comunicações, então, não custa nada sonhar um pouquinho e se deixar levar pelos ventos favoráveis...
Vamos aproveitar que 2010 traz o momento de finalização de um ciclo para entrar de vez na profissão escolhida e começar a subir novos degraus, afinal, estamos só começando e 2010 ainda promete muito...
O QUE PERMANECE:
O espaço para colaboração continua aberto, tanto em termos de material produzido por estudantes de comunicação quanto sugestões de pautas e parcerias.
Estamos no twitter e logo inauguraremos um espaço maior para nossas galerias de fotos. Aguardem!
Serviço:
Para enviar material para publicação e sugestão de pauta, entre em contato pelo e-mail tat_guimaraes@hotmail.com . Aceitamos matérias, reportagens, crônicas, críticas, resenhas, poesias, contos e artigos. Podem colaborar estudantes de qualquer habilitação em comunicação, letras, pedagogia, ensino médio ou qualquer pessoa que goste de escrever.
No twitter, basta seguir http://www.twitter.com/tatguimaraes .