domingo, 24 de julho de 2011

FUTEBOL EM FOCO COM CAROL RIOS

Como nasce um jogador de futebol


por Carol Rios


Não é raro encontrar um pai que trace um futuro promissor para o filho no futebol. Menos raro ainda um filho que compartilhe desse sonho (pelo menos no Brasil). Mas quais serão os reais motivos dessas pretensões? O que se passa na cabeça de um garotinho que, acompanhado dos pais, se dirige a uma escolinha de futebol? Será que o sonho que ele tenta realizar realmente lhe pertence? E mais: será que os jovens que ingressam tão cedo nessa carreira estão preparados para tamanha responsabilidade?

Ultimamente podemos ser agraciados com jovens que brincam com a bola, que passeiam em campo, que nos deliciam com o futebol arte e que por conta disso, são recebidos com euforia pelos torcedores e até dispõem de fã clube. Cada vez mais cedo, esses jovens conhecem a fama e carecem do controle dos pais para que esse sucesso não “suba à cabeça” tornando-se apenas momentâneo. Então me questiono mais uma vez: será mesmo a paixão pelo futebol que move esses “profissionais”, a vontade de seguir o exemplo de um grande craque ou serão os bens materiais que essa carreira pode proporcionar que lhes enche os olhos?

O início da carreira de jogador é cheia de privações e obriga os atletas a amadurecerem cada vez mais cedo. Eles são submetidos a testes que por vezes resultam em frustrações, às vezes precisam mudar de cidade e até de estado. Ficam alojados no clube, longe dos pais e demais familiares. Além disso, há casos em que, por conta das adversidades, acabam optando por abandonar os estudos, fora aqueles que “mentem” a idade (o famoso “gato”) para que sejam aceitos. Tudo isso em prol de um sonho que, acredito eu, vai muito além de jogar bola e ser reconhecido, é o desejo de viver dignamente. É um direito legítimo, mas acredito que existam algumas questões pontuais que precisam ser analisadas para que esse desejo e essa carreira continuem saudáveis.

Embora o prazer de estar em campo, o privilégio de enfrentar ou defender a mesma camisa de um grande jogador e o sonho de defender a seleção estejam presentes em boa parte das falas dos jovens craques, estou inclinada a acreditar que o que move esses atletas é, principalmente, o desejo de ascender socialmente. Não condeno este tipo de pensamento, é natural que a pessoa queira melhorar sua condição e proporcionar uma vida mais confortável para seus familiares, mas o que me causa estranheza é o momento em que esse desejo se torna soberano sobre todos os outros. Mais lamentável ainda quando isso contribui para uma espécie de arrogância do atleta.

A princípio são os pais que detêm maior controle sobre essa questão, cabendo a eles orientar o filho, jovem atleta, mas os clubes também devem ter sua parcela de contribuição. Uma situação problemática é quando a renda do filho (ainda menor) excede a dos pais, e esse passa a se sentir pressionado e aqui é preciso muito discernimento dos “orientadores”. É importante também que os pais não negligenciem a educação, que também deve ser objeto de incentivo por parte de clubes, empresários e mesmo governos (nas escolas, por exemplo, condicionar uma bolsa de um atleta ou a participação num time a um bom desempenho escolar). É preciso, ainda, cuidado com a exposição da mídia e acompanhamento médico do atleta (psicólogo, nutricionista, etc.). Em síntese, é essencial que o atleta tenha conhecimento de seus direitos e deveres, ele deve ter consciência de suas responsabilidades, deve se reconhecer enquanto profissional. Esta é a base do atleta, logo, sua carreira está condicionada a ela, seu comportamento é moldado aqui e dependendo de como se dá esse processo ele se tornará mais suscetível ou não à ganância.

O que defendo é que os torcedores têm o direito de ver jogadores dedicados, identificados com o clube, que realmente “suam a camisa” (profissionais compromissados). Por que não desenvolver esse sentimento em nossos atletas? Lanço, ainda, uma última pergunta: Será mesmo o Brasil o país do futebol, apesar do recorrente desejo de nossos atletas de construírem sua carreira fora do país e de por vezes se encontrarem desassistidos em sua terra natal?



Saudações Coloradas! :D
Agradeço a sugestão do tema a Cath Rios e Jonas Neto

terça-feira, 19 de julho de 2011

MÚSICA EM FOCO

Geração Nova Bossa – Qualquer semelhança é mera coincidência.

Por Talita Guimarães

Um cantinho, um violão. Som baixo, que canta o sol, o céu, o mar e não escapa à poesia dos apaixonados. O cenário das cantorias e composições advindas da Bossa Nova é incontestável. O gênero, que comemorou 50 anos recentemente e em 2011 celebra os 80 anos de João Gilberto, um de seus ícones mais representativos, influenciou profundamente a música brasileira e se mantém como referência para muitos artistas ainda hoje.

A presença de elementos bossa-novistas, como os citados acima, foi a primeira referência que me veio à mente quando entrei no Teatro Alcione Nazareth na noite de 9 de julho, um sábado. O palco havia sido transformado em uma sala de estar, com direito a sofá, poltrona, mesinha de centro com flores e livros, uma jarra de água e seis taças. Em cada cantinho, sim, tínhamos violões. Mas havia também uma bateria e um teclado. Cenário montado para a apresentação do grupo musical formado pelos jovens Phill Veras, Marcos Lamy, Hermes Castro e André de Queiroz, ou simplesmente Nova Bossa.

No quarteto todos tem 20 anos de idade e compartilham uma amizade que nasceu em função do gosto em comum pela música. “Qualquer outra razão pra que fiquemos juntos parece pequena perto do que a música significa pra gente, nossa amizade é baseada na música, a gente se conheceu por causa disso”, afirma Marcos Lamy explicando que a essência da Nova Bossa é a música.

No repertório, predominantemente autoral, surgem canções com referências vocais e de conteúdo que bebem na fonte do movimento da década de 50, mas com um novo olhar, adequado aos anseios e ao jeito de ser da juventude atual. Em entrevista dada na época do I Mulambo Festival, a banda informou que o processo de composição parte da necessidade de expressar o que se sente. Quanto aos temas que mais os motivam a compor, Lamy pondera: “Não acho que exista um tema, às vezes existe, acontece da gente compor uma música querendo dizer especificamente algo e tentar fazer isso de forma explícita. Mas na maior parte das vezes o que acontece é uma ânsia de compor algo, escrever algo, sem necessariamente querer dizer uma coisa conscientemente. Esse tema, maior parte das vezes surge depois da vontade de compor, e às vezes nem surge", conta.

Amores, paixões e sentimentos poeticamente cantados estão presentes nas composições nova-bossistas, que cantadas como na “sala de casa” lembram porque o cantar baixinho virou marca da Bossa Nova – como as rodas de violão eram realizadas nos apartamentos, alguns vizinhos incomodados com a cantoria sempre pediam para que diminuíssem o “barulho”, o que aos poucos, acostumou a voz dos cantores do gênero ao tom mais baixo. Durante o show de sábado, até mesmo o comportamento dos rapazes no palco, na forma de conversar com o público, remetia a uma timidez clássica, que promoveu o ar intimista do show.

Mas se as considerações aqui expostas fazem a apresentação da Nova Bossa parecer uma espécie de tributo ao legado de Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Baden Powell, João Gilberto, entre outros, é preciso cuidado, pois segundo os integrantes, não é. Apesar também do nome do jovem quarteto poder soar como influência direta, é interessante notar que a inversão das palavras sinaliza sutilmente a que a música produzida pelos garotos de São Luís veio. E de fato, se seguimos as composições do grupo, assim como o decorrer de seus shows, aos poucos vamos notando que as influências de Gilberto Gil, Caetano Veloso e Los Hermanos estão bem mais presentes. Além do fato do repertório conter canções próprias que redesenham as referências que trazemos na mente, levando-nos gradualmente para a essência musical do quarteto em questão.

Ensaios em Foco destaca agora alguns dos elementos que fazem da Nova Bossa um expoente em potencial não de uma nova Bossa Nova, mas de um perfil musical que ganha corpo na cidade e retrata, ainda que sobre influências das gerações passadas, um sentimento jovem que até pouco tempo tinha sede por uma cena cultural local que atendesse às suas preferências musicais.

1. A Nova Bossa é composta por jovens de uma geração que cresceu com a presença da tecnologia, assim, a difusão de um trabalho musical não fica mais restrita às tertúlias realizadas nas salas de estar de músicos amigos ou em apresentações noturnas esporádicas em bares. A ausência de um registro fonográfico não é empecilho para a difusão das composições do grupo, que através de sites como Myspace, Youtube, Letras.uol e Vagalume, divulga canções autorais para um vasto público. Tal fato é comprovado pelo coro que acompanhou a Nova Bossa nas canções autorais tocadas no show do dia 09, no Teatro Alcione Nazareth, no Centro de Criatividade Odylo Costa, Filho.

2. As letras retratam sentimentos comuns aos jovens poetas, com recortes de amores que vão desde a idealização da mulher, passando por amores não-correspondidos, até hinos ao divertimento.


3. As influências presentes na bagagem musical dos rapazes vão além da Bossa Nova, com referências ao rock, e à MPB.


4. Estiveram no repertório apresentado no show do dia 09 canções de Belchior, Gilberto Gil, Chico Buarque e Adriana Calcanhoto.


5. O quarteto faz rodízio entre vozes e instrumentos, sem a figura de um líder ou de um único vocalista. Todos trocam de instrumentos e há espaço para vocal de todos na maior parte das canções. O único que não chegou a cantar a maior parte de uma canção foi André de Queiroz, que compensa alternando-se entre instrumentos de cordas e bateria. Em relação às vozes, Phill Veras e Marcos Lamy são os que mais cantam nas músicas disponibilizadas para audição no Myspace, mas no show de sábado, Hermes Castro teve grande participação, colocando voz inclusive em trechos que o público acostumado ao Myspace esperaria ser de Lamy ou Veras. Independente disso, o resultado que seguiu foi bastante agradável.


6. O lançamento de um cd com canções da Nova Bossa – previsto para breve, uma vez que o grupo já entrou em estúdio - virá registrar um repertório que já está na ponta da língua do público que tem acompanhado as apresentações da banda. Demonstrando que em tempos de internet e recursos avançados de difusão cultural, o registro fonográfico já não é mais o único cartão de visita da obra de um artista, mas um presente ao público que já o conhece desde seus primeiros passos.

Ensaios em Foco conversou por e-mail com Marcos Lamy que contou entre outras coisas, sobre a formação do grupo, as preferências musicais, influências e o processo de gravação do primeiro cd, além de opinar sobre o estudo de música: “Aulas de música ajudam muito porque nos dão novos recursos, mas também existem pessoas que se prendem muito a técnica e perdem de vista o aspecto artístico da música”. Entre os quatro integrantes somente Phill Veras cursa a licenciatura em Música oferecida pela UFMA. Lamy estuda Ciências Sociais, Hermes Castro, Engenharia Civil e André de Queiroz, Medicina.

1) Por que o nome “Nova Bossa”, que entre outras interpretações pode sugerir uma reformulação do gênero musical que marcou a forma de cantar de uma geração?
Na verdade quando pensamos o nome a o que nos veio primeiro foi a noção do novo e não necessariamente a relação com o estilo, muito embora seja uma influência, mas não diria que é a principal. A gente ouve muito mais Chico, Caetano, Gil do que Tom ou Vinicius.


2) Considerando a formação musical de cada integrante do grupo, quais os artistas ou estilos musicais com os quais vocês mais se identificam e tomam por referência para formar o que hoje é a essência da Nova Bossa?
Nossa intenção é ter como referência qualquer coisa que nos agrade, a gente ouve muita coisa nova, vive conhecendo bandas e estilos, mas é claro que existem alguns artistas que foram muito importantes nas nossas vidas, tanto no aspecto musical quanto em outras mil coisas. Artistas como os que eu já citei, ou Beatles, Cazuza, Djavan, Los Hermanos, são artistas que mudaram nossa vida de várias formas, mas existem mil outras coisas que escutamos menos mas que são importantíssimos pra nossa musicalidade.


3) A concepção da apresentação feita no sábado, 09, no Teatro Alcione Nazareth, teve como proposta aproximar o público do lado mais intimista da Nova Bossa, em uma apresentação que tivesse mais a “cara” do grupo, como você explicou durante a apresentação. Podemos entender que o cenário do show buscou retratar uma Nova Bossa mais à vontade com a própria musicalidade - preferências e escolhas?
Sem dúvida, como eu disse no show a gente se limita muitas vezes a fazer um repertório de musicas que nos agradem e agradem o publico do show especifico. Nesse ultimo show a gente resolveu tocar todas as musicas que a gente costuma deixar de fora, e fazer muitas musicas só voz e violão, porque na verdade nós não somos uma banda muito de estúdio, a gente gosta de fazer musica com banda, mas não acho que sejamos isso essencialmente, acho que um violão e algumas vozes é muito mais a nossa cara.


4) Realizar um show em teatro, para público sentado, como o do dia 09, é diferente de tocar para “animar”, ainda que o repertório autoral da Nova Bossa passeie bem entre as canções mais lentas e as mais animadas, como “Deixa vir o verão” ou “Vida vingará”, por exemplo. Qual formato de show vocês mais gostam e qual retrata melhor o conforto da banda em relação ao próprio repertório?
Como eu disse acho que tocar sentado contempla melhor nosso repertorio, mas também é muito bom tocar com banda em pé, é uma energia diferente, até o reconhecimento parece mais explícito.


5) Havia ali uma representação de uma sala de estar. Vocês costumam se reunir para tocar e cantar nas residências dos integrantes do grupo?
Sempre, é assim que compomos, é assim que muitas vezes ensaiamos e foi assim que a banda se formou.


6) Como tem sido a experiência com a gravação do cd? Podem adiantar algo sobre a seleção das canções, quantas faixas entrarão e a previsão de lançamento?
Gravar um cd é muito bom, mas também muito cansativo. A gente tem um produtor (Adnon Soares) que é muito bom e torna as coisas bem mais fáceis e prazerosas, pois não imagino como seria fazer o arranjo de algumas músicas sem ele. O cd vai ter 18 músicas entre elas “Deixa vir o Verão” e “Ao deixar”, mas ainda não tem previsão de lançamento.


7) Em 2010, a Nova Bossa abriu o show da Garibaldo e o Resto do Mundo e participou do I Mulambo Festival, que contou com atrações locais e o show da pernambucana Mombojó. Como vocês enxergam o espaço para a Nova Bossa na cena cultural ludovicense, do surgimento da banda até o momento atual?
Acho que ainda somos um grupo muito no começo, mas estou feliz com nosso progresso já temos um publico que acompanha sempre, que por mais que não seja muito grande da pra encher nossos shows e ajudar bastante na publicação das nossas coisas, além disso é um publico muito carinhoso com a gente e próximo, que faz questão de acompanhar todos nossos passos. Em relação ao reconhecimento dos músicos daqui, ainda tem muita gente que não conhece, mas vários dos que conhecem nos dão muito apoio.


8) Como conciliam os estudos com a música? Nenhum de vocês teve interesse em seguir faculdade de Música?
O Fellipe faz o curso da UFMA, e o resto de nós tem também interesse em estudar música, mas não acho isso essencial, que fique claro que isso é um opinião minha e não da banda, acho que aulas de musica ajudam muito porque nos dão novos recursos, mas também existem pessoas que se prendem muito a técnica e perdem de vista o aspecto artístico da música.

E quem tiver interesse em conhecer o som dessa turma, basta acessar o myspace ou o canal no youtube. Para quem não quer perder a próxima oportunidade de ouvi-los ao vivo, aí vai a dica: dia 23 de julho, a partir das 20h30 acontece no Espaço Let It Beer a prévia do II Mulambo Festival, que desta vez recebe Marcelo Camelo acompanhado da banda Hurtmold no palco principal e contará com os shows da Nova Bossa, Pedeginja, Garibaldo e o Resto do Mundo, Farol Vermelho, Djalma Lúcio e Dj Alladin na área externa.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

JORNALISMO EM FOCO

"Nada é tão exaltante como um canteiro de obras, sobretudo se nele se constroem homens." (Célestin Freinet - educomunicador francês)


Chegou ao fim, caros leitores, a saga acadêmica em prol da graduação. Colei grau no último dia 28 e desde então sou Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. A defesa da monografia aconteceu no dia 17 de junho, ao lado do amigo Saulo Galtri com quem desenvolvi o trabalho “Educomunicação e Intervenção Social: análise das práticas educomunicativas do Programa Mais Educação”. A apresentação contou, obviamente, com a presença da nossa querida orientadora, a Profª Msc Josenilma Dantas e com uma banca formada pelos prezados professores Flávia Moura (UFMA) e Erick Brito (Fac São Luís) que nos assistiram atentamente e por fim fizeram observações críticas e muito construtivas sobre nosso trabalho. Obtivemos aprovação com a nota 10.

Mais antes disso tudo, não posso desprezar os eletrizantes acontecimentos que nos encaminharam a uma gratificante conclusão do curso - em um histórico rápido: mudança no projeto de pesquisa, dificuldades em obter livros, assalto à mão armada com direito à meliante invadindo a casa da orientadora durante uma reunião em que revisávamos o texto e levando nossa mono no notebook da professora, crises nervosas (minhas) com o prazo, dificuldades em campo para obter informações, entre outras coisinhas que agora parecem distantes, finalmente vencidas.


Por tudo isso, monografar foi uma das experiências mais enriquecedoras, mas também difíceis e desgastantes, que já tive. Todo o processo de produção, desde a escolha do tema, passando pelas leituras que pareciam intermináveis, as discussões sobre os rumos do trabalho, além da redação, revisão e pesquisa de campo ensinaram muito e não somente sobre o campo estudado – educomunicação – mas principalmente sobre a comunicação como interação humana capaz de nos aproximar e afastar das pessoas. Desenvolver um trabalho de conclusão de curso é testar nossa capacidade de manter o foco em um objetivo pessoal, mas que afeta diretamente todos aqueles que nos amam e se preocupam conosco, além de todas as pessoas que nos cercam.

Aprendi muito com os teóricos da comunicação, psicologia, educação e educomunicação lidos no último ano. As leituras são indispensáveis. Mas não são a única forma de desenvolver um bom trabalho e de crescer profissionalmente. O contato humano ainda é o meio mais engrandecedor de aprendizagem. Tanto no tema pesquisado quanto no cultivo dos relacionamentos. Afinal, o contato mantido com o amigo com quem desenvolvi a monografia, com a orientadora, com os entrevistados, os amigos, a família e os colegas de trabalho durante os últimos meses sofreu nítida alteração e ensinou muito sobre amor, amizade, paciência, tolerância, respeito, fé e confiança.

O contato diário com Saulo para as leituras compartilhadas e a redação da mono me incluiu na rotina de sua casa, com sua mãe e na dele em minha casa, com minha família. Foram muitos fins de semana totalmente destinados à produção, que além de importantes para o trabalho, fortaleceram a amizade com Saulo. Afinal, a gente passa a gostar mais das pessoas quando as conhece melhor por um simples motivo: o convívio e o enfrentamento de obstáculos nos ensina sobre companheirismo e torna-nos capazes de entender, respeitar e admirar as pessoas. Isso é o que há de mais bonito nas relações humanas pautadas pela comunicação saudável, que sabe que silenciar e observar também é uma forma de comunicar e absorver informações que constroem conhecimento.

Com a orientadora, tive a satisfação de contar com a voz da experiência profissional, que se dispôs a nortear todo o nosso trabalho e esteve sempre ao nosso lado, ensinando muito e abrindo nossos olhos para os percalços. Jô buscou sempre nos alertar do quão importante é saber equilibrar sonho e realidade. Sonhos para seguirmos acreditando no caminho que queremos seguir. Realidade para enxergar que nem sempre as coisas são como queremos e existem muitos deveres a serem cumpridos antes dos resultados que desejamos.

Antes que este texto se transforme em uma nova versão dos agradecimentos do TCC, gostaria apenas de dizer que a tão almejada formação profissional – principalmente em Jornalismo – só se solidifica de fato quando há uma harmonização entre nossos valores pessoais e o conhecimento específico da profissão que escolhemos. Primeiro porque precisamos acreditar em nossas escolhas para trabalhar incansavelmente em nosso ofício de formação e segundo porque o profissional que buscamos ser nada mais é do que nós mesmos – cidadãos - dando nossa contribuição às pessoas da sociedade em que vivemos e ajudamos a construir.

Com a conclusão da graduação chega ao fim um ciclo importante sim, mas que não encerra a busca por conhecimento. Pelo contrário, abre caminho para desafios maiores, cujos sonhos flutuam mais alto, ainda que sigam sutilmente ligados a um fio que os [e nos] conecta a realidade.


Ensaios em Foco - O blog não foi atualizado em junho porque todas as atenções estavam voltadas para a conclusão do curso, com a apresentação de resumo do TCC na Semana de Comunicação da UFMA, defesa pública da monografia e colação de grau.


A partir deste mês de julho, volto a postar com mais frequência, tendo prevista a atualização da coluna Futebol em Foco com Carol Rios e uma colaboração de Gildson Souza, além de uma postagem especial sobre música com direito a entrevista. Aguardem mais um pouquinho e continuem conosco!